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DIRETO DA REDAÇÃO

O grande motor da economia

A cada poucos dias, algum fato novo vem reafirmar a importância, algo ilimitada, da socioeconomia da cadeia produtiva e industrial do tabaco. O dado mais recente é o que estampa a manchete da Gazeta do Sul dessa sexta-feira: “Geração de vagas registra o melhor saldo desde 2021”. No caso, trata-se das oportunidades de emprego, e o foco é Santa Cruz do Sul, no tocante ao panorama do mercado de trabalho no primeiro quadrimestre de 2026. Santa Cruz foi, reparem, o município gaúcho que mais empregos formais gerou, à frente das outras 496 localidades do Estado.

E não é, definitivamente, casualidade. A geração de postos locais de trabalho mantém-se alta ao longo de meses e anos, evidenciando estabilidade que certamente deixa outros setores da economia desconcertados. No acumulado do ano, Santa Cruz empatou com Porto Alegre em março, com 5.889 vagas, no topo.

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Em abril, foi bem à frente e deu salto espetacular, com 825 novos empregos (gerou em um mês o que a maioria dos municípios não gera em uma década, ou, para ser mais exato, empregando em um mês quase a metade da população inteira de dezenas de pequenos municípios). Com isso, Santa Cruz acumula no ano 6.713 postos novos de trabalho.

Detalhe: o segundo no ranking no acumulado de janeiro a abril é… a vizinha Venâncio Aires. Que é polo produtivo e industrial de quê? Tabaco! Ou seja, esse produto não apenas impulsiona quem está no topo na geração de empregos, mas aquece o mercado do trabalho regional, no segundo maior, com 4.865 vagas. Em terceiro, enfim, vem a capital, Porto Alegre, com 4.812 postos, e lá adiante, então, Caxias do Sul, polo de mais de meio milhão de habitantes (cinco vezes a população de Santa Cruz), com 3.868 vagas.

Esse cenário reforça e salienta o óbvio: o que seria do Rio Grande do Sul na ocupação direta de pessoas no mercado formal de trabalho (que remunera em excelentes níveis) se não fosse o tabaco? Por que Santa Cruz, município de 140 mil habitantes, teria orçamento que beira R$ 1 bilhão? Claro que existem localidades com orçamento maior, com Produto Interno Bruto maior. E com população muito, muito maior, de tal modo que o impacto social (na qualidade de vida) não se apresenta como no Vale do Rio Pardo.

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Aí está a diferença. O tabaco gera fortunas: no campo e na cidade. Só os descolados da realidade, que mal sabem diferenciar uma planta de tabaco de um pé de couve, ainda não sabem que é o tabaco que move o Estado, com seus US$ 3 bilhões em vendas externas. Hoje uma saca de soja (de 60 quilos) vale R$ 120,00; em comparação, uma arroba de tabaco (repare, uma arroba são 15 quilos, uma braçada) está em média a R$ 300,00. Produtores até reclamam do preço, porque talvez quisessem ganhar mais. Mas são R$ 300,00 por arroba; fossem 60 quilos, como um saco de soja, e o valor avançaria a estupendos R$ 1.200,00!

Quem seria louco, neste mundo, para não apostar no tabaco? E para não querer trabalhar com ele? Somando as vagas ofertadas em Santa Cruz e Venâncio Aires até abril, somam-se 11.578, empregos formais.

De certo modo, até os antitabagistas, que ocupam seus dias falando mal do tabaco, e são muito bem pagos para fazer isso, devem seus empregos a essas folhas, pois ficariam sem suas ocupações se elas não existissem. Boa leitura, e bom final de semana.

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