Os participantes das oito turmas de 2026 do Programa de Aprendizagem Profissional Rural, do Instituto Crescer Legal, iniciaram uma série de seminários pelo Sul do País para apresentar diagnósticos sobre a realidade do campo e arranjos produtivos locais. Organizados pelos próprios jovens, os encontros ocorrem em cinco municípios do Rio Grande do Sul (Dom Feliciano, Boqueirão do Leão, Passa Sete, Sinimbu e Vera Cruz), dois de Santa Catarina (Mafra e Canoinhas) e um do Paraná (São João do Triunfo).
Os eventos de maio marcam a conclusão dos primeiros eixos do curso de Gestão rural e empreendedorismo: o estudo e análise das propriedades rurais e o diagnóstico do município e região. O diferencial do programa, que tem duração média de um ano (800 horas), é oferecer aprendizagem profissional focada na sucessão familiar e no desenvolvimento regional sem que os adolescentes precisem deixar a escola ou o meio rural.
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“São jovens que estão valorizando essa oportunidade de aprendizado e já fazem a diferença por terem assumido a experiência com o privilégio de participar de um trabalho protegido, que os prepara para a gestão da própria vida”, afirma a gerente do Instituto Crescer Legal, Nádia Fengler Solf.
Para o presidente da entidade, Valmor Thesing, o desenvolvimento do meio rural depende diretamente da educação e prevenção do trabalho de menores de 18 anos na produção. Segundo ele, o projeto estimula iniciativas empreendedoras e a formação de futuros líderes locais.
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Articulação local
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As apresentações atraíram a atenção de familiares, empresários do setor do tabaco e autoridades municipais. Em São João do Triunfo (PR), o prefeito Mário Cezar da Silva destacou a descentralização do ensino. “Hoje é possível contar com projetos como esse, que vão até os alunos para reconhecer a realidade de cada um e suas perspectivas de crescimento”, disse.
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Em Passa Sete, que está em sua terceira turma, o prefeito Maurício Afonso Ruoso apontou a iniciativa como um motor para a renovação das lideranças locais, tanto nas propriedades rurais quanto no setor público e acadêmico.
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Modelo de contratação
O programa funciona por meio de um arranjo em que os jovens são contratados como aprendizes por empresas associadas e apoiadoras do instituto, seguindo as diretrizes da Lei da Aprendizagem, com direito a salário proporcional e certificação. As prefeituras parceiras atuam no suporte logístico, oferecendo estrutura física, transporte e alimentação para os estudantes
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