Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Publicidade

ASTOR WARTCHOW

Cedo ou tarde, a conta vem…

A tarefa do próximo presidente será extremamente árdua. Não bastará a mobilização emocional e pacificadora da nação (uma incógnita). Pior. Será necessário um oneroso e desgastante ajuste de contas econômico-financeiro. Aliás, com altas possibilidades de agravamento.

Claro que a “torcida organizada” governista mantém seu mundo idealizado (e propagandeado com abundantes verbas públicas), de modo que finge não saber/conhecer a realidade social. Desindustrialização, desemprego, endividamento social, inflação, criminalidade, etc…

LEIA MAIS: Escravos tributários

Publicidade

Enquanto isso, como se também desconhecesse a gravidade do estado das contas públicas, nosso presidente opera um festival eleitoreiro de cortesias. Possivelmente, fossem outras circunstâncias e outras pré-candidaturas, seria considerado crime eleitoral. Mas, mas…

De todo modo, e em qualquer prévio e hipotético cenário, Lula é o favorito. Porque não há oposição clara e qualitativa. Ademais, 19 milhões de famílias no Bolsa-Família (51 milhões de pessoas) são um potencial exército eleitoral que os outros candidatos não têm.

LEIA TAMBÉM: Vermelhos e azuis

Publicidade

Voltando às contas públicas e ao destino das dotações orçamentárias. Por que esses temas são tão pouco debatidos social e politicamente? Por que nos omitimos ao assistir (e pagar a conta!) a desacertos administrativos, populismo e corrupção?

Repito. O ajuste de contas será inevitável e oneroso. Mas já antevejo a reação e a repetição do movimento de 2015, na crise administrativa do encurralado governo Dilma, quando foi levado às ruas (pelos governistas) o intitulado “Manifesto Pela Mudança na Política Econômica e Contra o Ajuste”.

LEIA MAIS: Solucionática

Publicidade

Esqueceram? Ajudo a recordar. Herdeira de contas públicas comprometidas pela gestão Lula, Dilma foi omissa em sua primeira gestão. Claro, atitude politicamente compreensível a não adoção de correções naquele momento. Afinal, Dilma não ousaria desautorizar (seu criador)!

n n n

Reflexão.

Publicidade

Na política não se aplica a terceira lei do cientista inglês Isaac Newton (1643–1727), que diz que “a cada ação corresponde uma reação contrária de mesma força, intensidade e direção”.

Se no passado e em crises semelhantes havia alternativa e referência político-pessoal disponível e apta, não é o que ocorre neste momento. Pois há uma evidente orfandade representativa, uma pobreza político-partidária sem antecedentes.

LEIA TAMBÉM: Uma nação no divã

Publicidade

n n n

Enquanto isso… Ironicamente, os cabos eleitorais mais eficientes de Lula são…os filhos do Bolsonaro!

LEIA MAIS TEXTOS DE ASTOR WARTCHOW

QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.