O episódio de El Niño 2026-2027 foi oficialmente confirmado nesta quinta-feira, 11, pelo Centro de Previsão Climática da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA). O anúncio era aguardado por meteorologistas devido ao aquecimento observado nas águas do Oceano Pacífico Equatorial e às mudanças já registradas na atmosfera.
De acordo com a MetSul Meteorologia, os sinais do fenômeno vinham sendo monitorados há semanas e indicavam que o processo de acoplamento entre oceano e atmosfera, condição necessária para caracterizar o El Niño, já estava em andamento.
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Fenômeno deve se fortalecer
Os modelos climáticos utilizados por centros internacionais apontam que o El Niño tende a ganhar intensidade ao longo do segundo semestre deste ano. As projeções atuais indicam possibilidade significativa de que o fenômeno alcance intensidade muito forte entre o fim de 2026 e o começo de 2027.
O aquecimento das águas do Pacífico tem avançado rapidamente nos últimos meses. Além das temperaturas elevadas na superfície do oceano, meteorologistas observam alterações nos ventos e nos padrões de chuva sobre a região equatorial, características típicas do fenômeno.
Especialistas destacam que ainda existe incerteza sobre a intensidade máxima que será atingida, mas os cenários atuais não descartam a ocorrência de um evento comparável aos mais fortes já registrados nas últimas décadas.
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Reflexos para o Rio Grande do Sul
Historicamente, o El Niño provoca aumento das chuvas no Sul do Brasil. No Rio Grande do Sul, o fenômeno costuma estar associado a episódios de precipitação acima da média, temporais, enchentes e cheias de rios.
A preocupação é maior porque o último evento, registrado entre 2023 e 2024, coincidiu com a enchente histórica que atingiu centenas de municípios gaúchos em maio de 2024.
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Meteorologistas alertam, no entanto, que a confirmação do El Niño não significa automaticamente a repetição de um desastre semelhante. A ocorrência de grandes enchentes depende da combinação de diversos fatores atmosféricos e das condições observadas em períodos mais próximos dos eventos.
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Vale do Rio Pardo deve acompanhar evolução
Para municípios do Vale do Rio Pardo, a confirmação do fenômeno reforça a necessidade de monitoramento constante das previsões meteorológicas nos próximos meses. Cidades da região já enfrentaram episódios de cheias e enxurradas em anos de El Niño, especialmente durante a primavera e o outono.
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Segundo a MetSul Meteorologia, o período de maior atenção para o Sul do Brasil deve ocorrer entre o fim do inverno e a primavera deste ano, além dos primeiros meses de 2027. A tendência é de aumento na frequência de episódios de chuva intensa e de temporais, embora ainda seja cedo para determinar impactos específicos para cada região.
Fenômeno pode durar até o próximo ano
Diferentemente de eventos meteorológicos de curta duração, como frentes frias e tempestades, o El Niño influencia o clima durante vários meses. As projeções atuais indicam que o episódio iniciado agora poderá persistir pelo menos até o outono de 2027.
Com isso, órgãos de monitoramento climático acompanham a evolução das condições do Oceano Pacífico e seus reflexos sobre o regime de chuvas no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os impactos costumam ser mais significativos.
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