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Dia dos Avós: envelhecer com autonomia passa pela inclusão digital e pelos cuidados com a saúde

Foto: Magnific/Divulgação/GS

Envelhecer de forma ativa passa cada vez mais pela inclusão digital. Em uma sociedade onde serviços de saúde, bancos, comunicação e até o acesso a direitos ocorrem por meio de aplicativos e plataformas online, dominar as tecnologias deixou de ser um diferencial para se tornar importante fator de autonomia, segurança e qualidade de vida na terceira idade. Especialistas destacam que a familiaridade com os recursos digitais também contribui para a manutenção das funções cognitivas, fortalece os vínculos sociais e favorece um envelhecimento mais independente.

A inclusão digital representa muito mais do que aprender a utilizar um celular ou acessar a internet. Quando a pessoa idosa desenvolve habilidades digitais, ela ganha autonomia para realizar atividades do dia a dia, como marcar consultas, acessar resultados de exames, conversar com familiares e buscar informações confiáveis sobre saúde. Esse processo também estimula o raciocínio, a memória e reduz o risco de isolamento social, fatores fundamentais para um envelhecimento saudável.

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A importância desse tema ganha ainda mais relevância diante do envelhecimento da população brasileira. Além de favorecer o acesso a serviços essenciais, a inclusão digital contribui para que pessoas com mais de 60 anos mantenham uma vida social ativa, participem de atividades educativas e acompanhem as constantes transformações da sociedade conectada.

Avós conectados

Os computadores deixaram de ser um “bicho de sete cabeças” e os smartphones já se tornaram normais junto aos idosos. A internet está aí para ajudar todas as idades, dentro do perfil de cada uma. Embora ainda sejam o grupo que menos usa a internet, brasileiros com 60 anos ou mais registraram o maior crescimento no acesso à rede em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira, 23.

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Entre os idosos, a proporção de usuários de internet passou de 70,1%, em 2024 para 74,5%, em 2025. Em relação a 2019, o avanço foi de 29,6 pontos percentuais. Segundo o IBGE, o crescimento pode estar relacionado “à evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade”.

Uma data muito especial

Neste domingo, 26 de julho, comemora-se o Dia dos Avós, uma data para lembrar a importância das pessoas que geralmente são as mais queridas e respeitadas dentro de uma família. Os avós exercem papel importante em nossas vidas, devido à experiência e sabedoria que acumulam ao longo dos anos.

A escolha desse dia tem origem bíblica. A data foi instituída pelo Papa Paulo VI, no século 20, para homenagear os pais de Maria, mãe de Jesus, chamados Ana e Joaquim. Esses dois personagens históricos foram canonizados no século 16 pelo papa Gregório VIII por serem os avós de Jesus Cristo. Segundo a tradição cristã, mediante uma ação milagrosa, eles conceberam Maria mesmo sendo estéreis. Santa Ana e São Joaquim receberam muitas comemorações festivas em diversas datas, mas o papa Paulo VI determinou que 26 de julho seria a definitiva.

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Apesar de a data litúrgica existir há mais tempo, a transformação do dia em uma celebração secular de homenagem e valorização familiar veio de Portugal. Nos anos 1980, uma senhora portuguesa chamada Ana Elisa do Couto, conhecida popularmente como “Dona Aninhas”, iniciou uma intensa campanha. Ela viajou por diversos países, incluindo o Brasil, para defender que os avós mereciam ser reconhecidos e valorizados em vida. Graças aos seus esforços, a data ganhou força e popularidade.

Cuidar é essencial

Muito além de uma data para homenagear os avós e reconhecer sua importância em nossas vidas, o Dia dos Avós também convida à reflexão sobre os cuidados necessários para um envelhecimento saudável e com qualidade de vida. Com o aumento da expectativa de vida, impulsionado pelos avanços da medicina e pela maior conscientização sobre prevenção de doenças, torna-se cada vez mais importante adotar hábitos saudáveis e manter um acompanhamento médico regular.

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Segundo o Censo Demográfico de 2022, o Brasil conta com mais de 22 milhões de pessoas idosas, o que representa 10,9% da população. Esse cenário reforça a necessidade de promover ações que garantam um envelhecimento digno, ativo e saudável. Nesse contexto, a prevenção é um dos principais pilares da longevidade. Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente e adotar um estilo de vida ativo contribuem para prevenir doenças crônicas, preservar a força muscular e a saúde das articulações, além de melhorar a qualidade do sono, reduzir o estresse e favorecer a saúde mental.

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Outro aspecto indispensável é o acompanhamento médico periódico. A partir dos 40 anos, é recomendável realizar consultas regulares com um médico de família e comunidade, clínico-geral ou geriatra. Esses profissionais avaliam não só a saúde física, mas também os aspectos emocionais e sociais, oferecendo uma visão ampla das necessidades de cada pessoa.

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Com um plano de cuidado individualizado, é possível identificar fatores de risco precocemente, orientar medidas preventivas e promover um envelhecimento mais saudável, com maior autonomia e qualidade de vida.

Papel fundamental

Na terceira idade, o apoio da família torna-se ainda mais relevante. Os familiares desempenham um papel essencial ao incentivar hábitos saudáveis, acompanhar o uso correto de medicamentos, observar possíveis alterações no estado de saúde, auxiliar nas consultas médicas e contribuir para a prevenção de acidentes, sobretudo as quedas, uma das principais causas de complicações entre os idosos.

Foto: Magnific/Divulgação/GS

Além disso, a convivência familiar e a participação ativa na sociedade são fatores importantes para a saúde mental e emocional. O contato frequente com familiares e amigos reduz o isolamento social, fortalece os vínculos afetivos e estimula a interação, trazendo benefícios para o corpo e a mente. Cada vez mais, é possível encontrar pessoas idosas participando de atividades físicas, culturais, sociais e até mesmo profissionais, demonstrando que envelhecer com autonomia, disposição e propósito é uma realidade cada vez mais presente.

O cuidado com a pessoa idosa também depende da atuação integrada de diferentes profissionais da saúde. Além do geriatra, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e enfermeiros têm papel fundamental na promoção da saúde, na prevenção de doenças e na manutenção da independência funcional ao longo do envelhecimento.

Neste Dia dos Avós, mais do que celebrar o carinho, a experiência e o legado daqueles que tanto contribuíram para nossas vidas, vale reforçar a importância de investir em ações que promovam um envelhecimento saudável e digno. A prevenção, o acompanhamento especializado e o cuidado integral devem ser prioridades, não apenas para as famílias, mas para toda a sociedade, garantindo que mais pessoas possam envelhecer com saúde, autonomia e qualidade de vida.

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