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GILBERTO JASPER

2026 passará ligeirinho

“No Brasil, o ano só começa depois do Carnaval.”  A máxima, ao lado de “Brasil, o país do futuro” e “o Brasil não é para amadores”, ficou consagrada ao longo dos tempos. 

A proximidade do Natal, Ano Novo e das férias fortaleceu a ideia de que, via de regra, a vida “normal” no país descoberto por Pedro Álvares Cabral só se inicia – quase sempre – a partir de março. Este ano, a consagrada “Festa de Momo” ocorreu entre 14 e 17 de fevereiro.

Neste ano, além de uma lista infindável de feriadões, temos a disputa da Copa do Mundo e as eleições. São dois eventos que irão polarizar as atenções. Em muitos casos, principalmente durante a maior disputa esportiva mundial, o país vai parar. Expedientes serão encurtados, teremos muita gente fazendo “home office”, ou seja, trabalhando em casa, sem falar da proliferação de atestados médicos com motivos suspeitos. São fenômenos reiterados a cada quatro anos.

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A Copa do Mundo e as eleições deverão somar-se ao fim da escala 6×1. É um assunto que ganhou vulto, com ênfase – como sempre – para as redes sociais. Apesar do impacto que a medida acarretará, não tivemos tempo para um debate amplo, plural e técnico. 

É mais um tema da pauta nacional que se transformou em arma político-ideológica, enviada ao Congresso Nacional em regime de urgência. Além disso, o governo federal abraçou a causa “coincidentemente” em ano eleitoral e tem gasto dinheiro significativo na compra de espaço na mídia.

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O uso massivo das redes sociais para proliferar conteúdos parciais, sem contraponto ou oportunidade de oposição, tornou-se rotina neste mundo moderno e tecnológico. No debate do fim da escala 6×1 – seis dias trabalhados para um dia de descanso – os defensores da mudança citam com frequência que o sistema é adotado em diversos países do primeiro mundo.

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No debate, é “esquecida” a necessidade de fazer-se uma comparação com a produtividade entre trabalhadores brasileiros com os países desenvolvidos. Sem falar do cipoal de direitos trabalhistas pouco vistos mundo afora.

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Outra diferença consiste na fixação do valor fixo da hora trabalhada e do direito ao trabalhador de escolher a quantidade de horas que pretende desempenhar na vaga de emprego. Se o trabalhador quiser trabalhar seis, oito ou dez horas diárias, é de seu livre arbítrio. Aqui, isso não acontece porque a legislação impede.

Mais do que nunca, o ano vai passar ligeirinho. Na virada do semestre, teremos uma verdadeira proliferação de feriados que certamente se transformarão em feriadões.

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As folgas em nível nacional irão ocorrer em 7 de setembro (segunda-feira), 12 de outubro (segunda-feira), 2 (segunda-feira) e 20 de novembro (sexta-feira, Dia da Consciência Negra) e 25 de dezembro (sexta-feira). Sem falar nos feriados municipais.

P.S.: Um abraço e meu obrigado pela mensagem da leitora Flávia Nagel. Diversidade de opinião é o pilar da democracia e da liberdade.

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