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JOSÉ AUGUSTO BOROWSKY

Memória: bazar do Fritz Rech

Bazar Rech ficava na esquina da Marechal Floriano com a Ramiro Barcelos e era um dos pontos tradicionais da cidade

Santa Cruz do Sul teve muitos estabelecimentos comerciais importantes e, mesmo que tenham encerrado suas atividades, ainda são lembrados por parte da população. Um deles é o Bazar Rech, que nasceu dentro da Aliança Cathólica.

O ano de 1906 estava chegando ao fim quando Jacob Rech, morador da Pedreira Faxinal Velho, aceitou convite para assumir a economia da Aliança. Sabendo que o lucro não seria grande, decidiu abrir uma pequena livraria dentro da sociedade. Para isso, adquiriu livros escolares e devocionários na livraria Selbach & Mayer, de Porto Alegre.

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Em janeiro de 1907, antes mesmo de abrir o negócio, Jacob adoeceu e morreu em junho. No mês seguinte, a viúva Elisabeth abriu a livraria, com ajuda dos filhos mais velhos. Durante os oito anos em que permaneceu no clube, o empreendimento cresceu e ganhou um setor especializado na venda de instrumentos musicais e cutelaria.

Em 1914, o filho Frederico (Fritz) adquiriu o estabelecimento da mãe e transferiu-o para a Rua Marechal Floriano esquina com Ramiro Barcelos, onde consolidou-se o Bazar Rech. Acompanhou-o como gerente o irmão Affonso que, quatro anos depois, saiu para fundar a Klarmann & Rech (Bazar Rex). Naquele mesmo ano, Fritz comprou uma pequena tipografia, mantida até 1934. Em 1949, admitiu como sócios os filhos Frederico Guilherme e Lúcio Adalberto. O primeiro saiu para trabalhar na capital e Lúcio permaneceu como diretor do bazar por vários anos.

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Durante muito tempo, o empresário ainda foi gerente do Cinema Aliança. Ele alugava as fitas em Porto Alegre e programava as projeções, acompanhadas por música ao vivo de uma orquestra.

O tradicional “bazar do Fritz Rech” ficava onde está o Ed. JH Santos. Vendia artigos para presentes, material escolar, brinquedos, livros, discos, eletrodomésticos, máquinas de escrever, instrumentos musicais, rádios, chocolates, etc., e era ponto de encontro dos amigos para bate-papo. 

Fritz foi casado com Irene Eick e aposentou-se em 1966, após 59 anos de trabalho. Por essa época, o estabelecimento cerrou as portas. O velho empreendedor faleceu em 1986, com 97 anos.

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Pesquisa: Arquivo da Gazeta do Sul

Fritz Rech e os 7 filhos, pouco tempo após ter enviuvado. Foto: Arquivo Valesca de Assis

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