O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nessa segunda-feira, 15, que vai proibir menores de 16 anos de usar as principais plataformas de redes sociais, incluindo TikTok, Facebook, Instagram e X, o antigo Twitter. Aplicativos de mensagens como o WhatsApp não serão afetados.
Crianças e parte dos adolescentes também não poderão mais fazer transmissões ao vivo, nem conversar com estranhos em aplicativos de jogos. A regulamentação deve ser implementada até o Natal, com efeitos práticos previstos para o início de 2027, segundo o primeiro-ministro.
O governo britânico também informou que avalia a adoção de “toques de recolher noturnos” para interromper o que chamou de “uso infinito da internet”. A medida poderia ser aplicada não apenas a menores de 16 anos, mas também a adolescentes de até 18 anos. As autoridades também estudam impor restrições ao uso de chatbots de inteligência artificial por essa faixa etária. Mais detalhes deverão ser divulgados em julho.
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A notícia gerou muita polêmica mundo afora e, é claro, no Brasil. Aqui, uma cena é cada vez mais comum nos restaurantes em nosso país: crianças de dois ou três anos fixadas na tela de um tablet, enquanto os pais se ocupam de suas redes sociais, sem tirar os olhos do telefone celular.
Sou assumidamente um dinossauro analógico que emprega a tecnologia para conseguir cumprir tarefas básicas no celular e no computador. Meus filhos são consultores informais que, vira e mexe, têm a rotina interrompida por uma ligação deste velho pai suplicando por ajuda.
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“O segredo, sempre, está no equilíbrio, jamais nos extremos”, repetia meu pai, com sabedoria cada vez mais atual. No caso das chamadas “telas” acontece exatamente isso. É impossível manter os filhos distantes do celular ou do notebook. Aulas online foram fundamentais na retomada do cotidiano no período de pós-pandemia e mesmo durante os dois anos que assolaram o mundo.
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O maior desafio é comprometer os pais para trabalhar conjuntamente no processo de monitoramento dos conteúdos acessados e do tempo gasto todos os dias “nas telas”. Bato sem cessar na tecla de que é preciso mergulhar na vida dos herdeiros. Não apenas para fiscalizar seus hábitos, mas conhecer o nome e a rotina dos melhores amigos e colegas de escola.
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Trata-se de um exercício diário, exaustivo e que exige energia renovada, mas cuja recompensa se materializa em uma amizade forjada na confiança, na cumplicidade e na sinceridade. Esse clima é fundamental, por exemplo, para atravessar o difícil período da adolescência. Este sim, o maior desafio de todos os pais e mães. É uma fase de transformações, mudanças de comportamento, hábitos e personalidade. Tecnologia e convivência humana devem caminhar juntos, mas infelizmente as telas estão ganhando esse jogo. De goleada!
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