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ENERGIA LIMPA

Projeto inédito de empresa santa-cruzense prevê produção de 15 mil metros cúbicos de biometano por dia

A empresa santa-cruzense Ecolog projeta produzir 15 mil metros cúbicos de biometano por dia em uma nova usina que será instalada em uma área de 200 mil metros quadrados próxima ao Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul. O empreendimento, considerado pioneiro pela empresa, deverá receber investimentos entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões e tem previsão de iniciar a primeira etapa de operação em cerca de 15 meses após o início das obras, enquanto a fase de produção de biometano deve entrar em funcionamento em até 24 meses.

Segundo o diretor da Ecolog, Diego Leite, o projeto nasceu a partir da experiência da empresa no gerenciamento e destinação de resíduos. “O grande desafio para nós é transformar resíduos em oportunidades, principalmente energéticas. Transformar resíduo em energia é um sonho que a gente sempre imaginou e que agora está conseguindo tirar do papel”, afirmou. Atualmente, a empresa atua no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná e atende setores como hospitais, indústrias, frigoríficos, laticínios, usinas de biodiesel e órgãos públicos.

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O engenheiro ambiental Ivan Batista explicou que a iniciativa vem sendo estruturada há vários anos e contou com a busca por tecnologias internacionais. “Atrás desse projeto tem muito estudo, muita dedicação. A gente fez muito cálculo para ver a quantidade de matéria orgânica necessária para suprir a necessidade. Hoje já pensamos em produzir uma quantidade de gás para atender empresas de Santa Cruz do Sul e com pretensão de expandir”, disse.

A proposta prevê o aproveitamento de resíduos orgânicos para a geração de biometano, combustível renovável que será injetado na rede da Sulgás por meio de uma parceria comercial. Além da produção do gás, o empreendimento incluirá uma estrutura de compostagem para transformar o material remanescente em fertilizante destinado à agricultura. “Depois do biometano, esse resíduo ainda vai virar fertilizante. Então é energia para as indústrias e energia para o campo”, destacou Leite.

De acordo com Ivan, o complexo também deverá incorporar outras tecnologias ligadas à gestão ambiental ao longo dos próximos anos. “Nós não vamos ter apenas o biogás. Vamos ter uma compostagem e também uma tecnologia voltada ao tratamento de resíduos de saúde. No Brasil, a gente desconhece uma planta que vai fazer esse segmento com tantas tecnologias juntas”, afirmou.

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A nova unidade também terá impacto na geração de empregos. Atualmente com 140 funcionários, a Ecolog projeta ampliar o quadro para 270 colaboradores com a entrada em operação da planta. Além disso, a empresa pretende criar um parque ambiental para receber estudantes e visitantes. “A gente vai receber escolas e demonstrar na prática como funciona uma usina. Esse também é um objetivo nosso: criar educação ambiental”, ressaltou Leite.

Confira a íntegra da entrevista:*

*Colaboraram Márcio Souza e Ronaldo Falkenback

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