Confesso que, na escola, o futebol não era a minha modalidade preferida nas aulas de educação física. Talvez a minha predisposição fosse, de fato, o basquete – apenas na preferência, é claro. Nunca tive habilidade específica para nenhum esporte; por outro lado, pude ver colegas com potencial seguirem sua vocação e transformarem talento em profissão. Lembro-me, contudo, de acompanhar meu pai em jogos de futsal e no Estádio Joaquim Vidal, em Cachoeira do Sul. Gremista por escolha, sem qualquer influência familiar, vivi os tempos áureos do futebol brasileiro e tricolor. Não sou especialista no assunto, mas, que tempos!
Vivemos a Copa do Mundo 2026. Um campeonato com novos e jovens jogadores como promessas, nomes conhecidos, craques em evidência e uma Seleção que vem se reerguendo. No entanto, uma coisa nunca muda: torcer pelo Brasil e viver o sonho do hexa, vestir as cores da bandeira e vibrar pelo país. Há quem torça contra o Brasil. Ainda assim, a maior parte da nação se une em torno de uma paixão nacional: o futebol. Dentro do esperado, o Brasil vai bem até aqui. Apesar das dúvidas quanto ao “menino Ney”, outros nomes surgem como grandes apostas, como Vini Jr., Endrick e Matheus Cunha. A torcida segue firme.
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Porém, não é somente da Seleção Masculina que vive o Brasil. Logo ali, em junho do ano que vem, a torcida se voltará para elas: as estrelas da Seleção Brasileira Feminina. A Copa 2027 será no Brasil. A contagem regressiva já começou. E o sonho também. Apesar dos muitos títulos na bagagem, as brasileiras ainda não levantaram a taça mais cobiçada do futebol feminino mundial.
Diferentemente da visibilidade dos grandes craques, as meninas da Seleção Canarinho ainda buscam o lugar que merecem no esporte. Embora o espaço tenha sido ampliado para as mulheres dentro e fora dos gramados, a modalidade feminina ainda enfrenta desafios. Será a hora de rever a rainha do futebol, Marta, e tantas outras talentosas jogadoras que defenderão o país. Hora de torcer por mulheres que ainda lutam por reconhecimento e investimentos.
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Independentemente de gênero, o futebol, assim como todo esporte, tem o poder de transformar vidas. Na edição da Gazeta do Sul deste sábado e domingo, 27 e 28 de junho, circula o Caderno Elas. A capa da publicação, a jogadora de futebol e empreendedora no esporte Suéli Machado da Silva, é o exemplo de que também há mulheres “craques” pelos gramados do Brasil e do mundo afora. Talento nos pés e experiência transformada em inspiração para novas gerações. Que venha o hexa e que a torcida pelas meninas do Brasil seja tão grande quanto a que vemos agora, em 2026.
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