Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Publicidade

AVANÇO

Cadeia produtiva do tabaco vai ganhar comissão permanente na CNA

Comissão será um espaço permanente para debate de temas relacionados ao tabaco. Medida foi confirmada em audiência. Foto: Rodrigo Nascimento/ Nascimento MKT

A cadeia produtiva do tabaco conquistou nessa terça-feira, 30, um reforço institucional em sua estratégia de representação nacional. Em audiência na sede da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), líderes dos produtores, trabalhadores, indústria e municípios receberam da entidade a confirmação de que será instituída uma comissão permanente dedicada à cadeia produtiva do tabaco dentro da estrutura da confederação. A medida amplia a interlocução política do setor e cria um espaço permanente para o debate de temas ligados à produção, competitividade e regulamentação da atividade.

A reunião foi conduzida pelo presidente da CNA, João Martins da Silva Júnior. Participaram o vice-presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Romeu Schneider; o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing; o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Edimilson Alves; o presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), Gilson Becker; o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores na Indústria do Tabaco e Afins (Fentitabaco), Rangel Marcon, e o deputado estadual Elton Weber, além de prefeitos e líderes municipais.

LEIA MAIS: Plano Safra 2026/2027 terá R$ 525 bilhões para agricultura; veja detalhes

Publicidade

Durante a apresentação, Schneider destacou a dimensão econômica e estratégica da cadeia produtiva, cuja safra atual está estimada em aproximadamente 680 mil toneladas, consolidando o Brasil como segundo maior exportador mundial de tabaco e responsável por cerca de 25% do produto vendido no planeta.

Ao acolher as demandas das entidades, o presidente da CNA reafirmou o compromisso com a defesa dos produtores rurais brasileiros e destacou a importância da unidade do setor. “Aqui é a casa do produtor. Ficamos agradecidos por buscarem esta ajuda aqui conosco e entenderem que estamos todos do mesmo lado. Aqui não temos medo de defender essa cadeia produtiva tão importante”, afirmou João Martins da Silva Júnior.

LEIA TAMBÉM: Municípios produtores farão reunião em defesa do tabaco em Brasília

Publicidade

Dispositivos eletrônicos

As entidades apresentaram à confederação questões sobre o ambiente regulatório. O presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, frisou que a principal preocupação é assegurar o direito à produção e preservar a competitividade de uma atividade fundamental para milhares de famílias. “Os dispositivos eletrônicos representam um novo nicho que está sendo perdido. Dentro disso, buscamos o apoio da CNA, inclusive junto à Comissão Nacional Para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco [Conicq], para que se mantenha o direito de produzir.”

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, apresentou a evolução dos dispositivos eletrônicos para vaporização de nicotina e dos produtos de tabaco aquecido. Ressaltou que essas tecnologias representam alternativas economicamente relevantes para a cadeia produtiva mundial e já estão regulamentadas em cerca de uma centena de países. “O Brasil permanece como uma das poucas exceções internacionais a não contar com um marco regulatório para esses produtos. Essa situação limita oportunidades econômicas, tecnológicas e produtivas para o setor nacional”, reforça.

LEIA MAIS NOTÍCIAS DE AGRONEGÓCIO

Publicidade

QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.