Na década de 1990, Lauri José Schwendler, com 23 anos, quase foi à Alemanha para participar de um intercâmbio. Na época, porém, a viagem não saiu do papel. Depois de 30 anos, agora ele e a mulher Marisa Lourdes, moradores de Linha Arroio Grande, em Venâncio Aires, preparam-se para ver a filha Jaqueline Iasmin Schwendler, 27, vivenciar uma grande oportunidade no mesmo país.
Na próxima quinta-feira, 30, a venâncio-airense embarca para a Baviera, no continente europeu, levando na bagagem muito mais que o nervosismo e a ansiedade naturais de quem viaja de avião e sai do Brasil pela primeira vez. Na viagem que se aproxima, ela planeja aproveitar ao máximo. “Quero poder falar melhor, praticar mais a leitura, conhecer lugares novos”, revela.
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Apesar do intercâmbio ter surgido a partir do Projeto Jovens Rurais na Alemanha, da Escola de Língua Alemã Auf gut Deutsch, o contato com a cultura ocorreu na infância, motivada pelos avós Maria e Norberto Schwendler. “Eu só falava alemão até os 6 anos de idade”, conta. Antes de seguir a Santa Cruz para receber o passaporte, Jaqueline Iasmin deixou uma flor na sepultura de ambos, como forma de agradecimento.
Apesar disso, a leitura e a escrita foram habilidades desenvolvidas com a professora Jaqueline Bender. Ao retornar da viagem, após 90 dias, a jovem vai poder continuar imersa na experiência. “Aí ela vem para o curso de alemão. Será meu presente”, disse a também proprietária da instituição de ensino. A intercambista acrescentou: “Ainda não caiu a ficha. Estou sem acreditar no que está acontecendo”.
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