A Polícia Civil concluiu a investigação sobre o homicídio que vitimou Carlos Eduardo Carvalho dos Santos, de 25 anos, no Bairro Progresso, em Santa Cruz do Sul. O inquérito policial foi remetido ao Poder Judiciário no fim da tarde desta quinta-feira, 30, encerrando diligências que incluíram uma grande operação policial, prisões, apreensões e perícias em aparelhos celulares.
Os dois homens apontados como participantes diretos da execução foram indiciados por homicídio duplamente qualificado. Conforme o delegado Alessander Zucuni Garcia, titular da 2ª Delegacia de Polícia, eles responderão pelo crime qualificado por motivo torpe — em razão da disputa relacionada ao tráfico de drogas — e por recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi surpreendida pelos autores.
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Segundo o delegado, além dos elementos reunidos nas primeiras etapas da investigação, novas provas foram obtidas a partir da análise dos telefones celulares apreendidos durante as diligências. “As evidências extraídas dos aparelhos celulares robusteceram o envolvimento dos investigados no homicídio”, afirmou.
O crime ocorreu na noite de 16 de maio, no Bairro Progresso. Carlos Eduardo morreu após ser atingido por disparos de arma de fogo e outras duas pessoas ficaram feridas.
A investigação levou à deflagração da Operação Fogo Cruzado, realizada em 12 de junho. Na ocasião, dezenas de policiais civis, militares e penais cumpriram 15 mandados de busca e apreensão e dois de prisão. Durante a ofensiva, foi preso o homem apontado como autor dos disparos. Também foram apreendidos a motocicleta e os capacetes utilizados na ação criminosa, além de armas de fogo e outros materiais.
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O segundo investigado, apontado pela Polícia Civil como o condutor da motocicleta utilizada no crime, não foi localizado durante a operação porque havia deixado o Rio Grande do Sul. Após semanas de monitoramento, ele foi preso em 21 de julho, em Santa Cruz do Sul. Na ocasião, os policiais apreenderam dois telefones celulares e uma peça da motocicleta, materiais que contribuíram para o encerramento da investigação.
Questionado sobre a hipótese de o homicídio ter sido encomendado, o delegado Alessander Zucuni Garcia informou que, até o momento, não houve indiciamento de um possível mandante. Segundo ele, essa linha investigativa permanece em análise. Com a remessa do inquérito ao Judiciário, caberá agora ao Ministério Público analisar as provas reunidas pela Polícia Civil e decidir sobre o oferecimento da denúncia criminal.
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