O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central confirmou nessa quarta-feira, 5, a redução da taxa básica de juros da economia brasileira em 0,25 ponto percentual. Com o novo corte – o quarto consecutivo –, a Selic passa de 14,25% para 14% ao ano.
Em nota oficial, a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) classificou a decisão como “apropriada”. O presidente da entidade, Claudio Bier, destacou que a continuidade no alívio monetário chega em um momento crucial, embora o setor produtivo gaúcho ainda enfrente um ambiente de crédito encarecido, alto endividamento das famílias e demanda doméstica fraca.
“O equilíbrio das contas públicas é uma das pautas prioritárias do Sistema Fiergs, por entendermos que responsabilidade fiscal, segurança jurídica e previsibilidade são condições indispensáveis para ampliar a competitividade da indústria e estimular o crescimento sustentável da economia”, afirmou Bier.
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Segundo o Banco Central, o ajuste gradual de 0,25 ponto é compatível com a meta de convergência da inflação. O órgão ressaltou que a medida busca suavizar as flutuações da atividade econômica e faturar o fomento ao pleno emprego, sem comprometer o objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços.
A autoridade monetária voltou a citar fatores de risco no ambiente externo, como as incertezas em relação à política monetária de economias avançadas e os conflitos armados no Oriente Médio. Para o BC, o momento exige cautela dos países emergentes diante da maior volatilidade nos preços de ativos e commodities.
Entenda
A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. Quando os juros sobem ou permanecem em patamares elevados, o crédito encarece – afetando desde o parcelamento no cartão de crédito até os financiamentos imobiliários –, o que desacelera o consumo. A redução atual busca dar fôlego à economia, mantendo a inflação sob controle.
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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) desacelerou para 0,06% em julho – 0,35 ponto percentual abaixo da taxa de junho (0,41%). No acumulado de 12 meses, o indicador registra alta de 4,52%, desacelerando em relação aos 4,80% observados no período anterior. No ano, a inflação acumulada é de 3,51%.
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