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INICIATIVA

Rodas de conversa fortalecem rede de apoio a mulheres em Vera Cruz

Foto: Divulgação

Encontros nas comunidades rurais falam sobre violência doméstica e de gênero e sobre crimes virtuais, como estelionato. Foto: Policia Civil/Divulgação

A informação como ferramenta de prevenção é a proposta central do projeto Mulheres em Movimento, desenvolvido em Vera Cruz. A iniciativa promove rodas de conversa com moradoras da zona rural para orientar sobre violência doméstica, crimes virtuais e os canais de apoio especializado. A ação alcança cerca de 200 participantes distribuídas em 14 grupos locais.

O trabalho articula diferentes entidades, como o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), representado pela presidente Leci Kobs e pela vice-presidente Andreia Kunzler; a Emater, por meio da extensionista Cristiele Fagundes; e a Polícia Civil, representada pela delegada Lisandra de Castro de Carvalho, pela comissária Adriana Maria Ferretti Lima e pelo inspetor Jefferson Woyciekoski, além do apoio da Prefeitura.

Convidada a integrar o projeto, a Polícia Civil encontrou nas comunidades um ambiente propício para esclarecer dúvidas e desmistificar o atendimento às vítimas. Segundo o inspetor Jef-ferson Woyciekoski, muitas perguntas giram em torno do que acontece após o registro da ocorrência. “Explicamos todo o passo a passo, desde a comunicação do crime até a responsabilização do agressor. Queremos mostrar que o sistema existe, funciona e que a mulher não está sozinha”, afirma.

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Para o policial, levar esse debate ao interior é ainda mais importante porque muitas moradoras cresceram em uma realidade marcada pela cultura patriarcal e demoram a reconhecer que vivem situações de violência. Ele ressalta que agressões físicas nem sempre são o primeiro sinal de que é preciso buscar suporte. “O xingamento, o controle sobre as roupas, impedir que a mulher saia de casa ou tentar isolá-la já são formas de violência. O mais importante é que elas saibam identificar esses comportamentos e tenham a certeza de que o Estado está ao lado delas”, destaca.

As rodas de conversa também se transformam em espaços de confiança. Embora nem todas se sintam à vontade para falar, algumas participantes compartilham experiências próprias ou de pessoas próximas, permitindo orientações imediatas e ajudando outras mulheres a perceberem situações semelhantes. Além da violência doméstica, os golpes pela internet estão entre os temas que mais despertam dúvidas.

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