A sequência de dias chuvosos tem se refletido no serviço de lavanderias, que tem na praticidade um de seus diferenciais. Em Santa Cruz do Sul, a demanda pelos atendimentos aumentou significativamente, conforme os empresários do setor.
O impulso nos negócios acompanha o clima atípico na região. Até agora, julho foi o mês mais chuvoso dos últimos cem anos em Santa Cruz do Sul, de acordo com dados apurados pela Gazeta do Sul. O acumulado na estação meteorológica de Monte Alverne atingiu 360 milímetros entre os dias 1º e 29 – um volume 128% acima da média histórica para o mês, que é de 158 milímetros.
A combinação entre chuva constante, umidade elevada e temperaturas baixas transformou a secagem de roupas em um desafio doméstico. Uma consulta feita com sete empresas do segmento na cidade revelou um impacto direto na rotina dos estabelecimentos, impulsionado principalmente pela busca por agilidade.
Publicidade
No Bairro Renascença, a busca pelos serviços de uma lavanderia praticamente dobrou em relação ao período anterior às chuvas. “Muitas pessoas lavam as roupas em casa e nos procuram principalmente em virtude da secagem. É uma solução prática, além de evitar que as peças permaneçam úmidas por muito tempo”, destaca o proprietário Daniel Henn Vieira.
O público, segundo ele, varia entre profissionais em viagem, famílias e moradores de apartamentos com pouco espaço para estender roupas. As peças mais pesadas – como edredons, cobertores, mantas e casacos – lideram os pedidos.
A movimentação intensa se repete no centro da cidade. O empresário Leandro Maders calcula um crescimento de cerca de 70% na procura desde a chegada do frio, fluxo que se intensifica nos dias de temporais e alagamentos. “As famílias enxergam vantagem em lavar todos os itens de uma só vez na lavanderia, em vez de fazer cinco lavagens fracionadas em casa”, aponta.
Publicidade
O problema da umidade afeta até quem mora em áreas mais elevadas do município. Segundo Rita Freitas, proprietária de unidades no Centro e no Bairro Arroio Grande, a neblina frequente dificulta a secagem natural das peças e causa mau cheiro nos tecidos. Durante o inverno, ela registra um aumento médio de 50% na procura por lavagem e secagem de casacos, tapetes e cortinas.
O formato tradicional, no qual o cliente deixa as peças para higienização e retira posteriormente, também opera em ritmo mais intenso. Segundo a supervisora Bruna Letícia de Carvalho, casacos de lã, cobertores e vestuário do dia a dia são os itens que mais chegam às lojas em dias chuvosos.
Entenda
Para atender aos diferentes perfis de clientes, o mercado local se divide entre o modelo de autoatendimento (self-service) e o serviço tradicional.
Publicidade
Autoatendimento – O próprio cliente opera as máquinas. O ciclo completo (lavagem e secagem) leva entre 70 e 85 minutos e custa entre R$ 33,00 e R$ 35,00. Caso a necessidade seja apenas secar as roupas lavadas em casa, o valor fica entre R$ 16,00 e R$ 17,90. Em menos de uma hora e meia, as peças saem prontas para uso.
Serviço tradicional – As peças são entregues aos responsáveis pelo estabelecimento. Para roupas do dia a dia, o custo médio varia de R$ 10,00 a R$ 14,00 por quilo. Há também opções completas com serviço de delivery: por cerca de R$ 50,00, o cliente recebe as roupas lavadas, secas e passadas em casa, sem precisar se deslocar.
Além do ganho de tempo, os empresários destacam a conservação do vestuário. O processo profissional utiliza produtos específicos e respeita as orientações das etiquetas das peças, garantindo uma higienização eficiente sem danificar os tecidos – um cuidado extra essencial para casacos e mantas de inverno.
Publicidade
Quer receber notícias de Santa Cruz do Sul e região no seu celular? Entre no nosso novo canal do WhatsApp clicando aqui. Ainda não é assinante Gazeta? Clique aqui e faça agora!