A maior apreensão de maconha já registrada em Rio Pardo foi resultado de um trabalho de inteligência desenvolvido pela Brigada Militar (BM). A operação, realizada no fim da tarde de quarta-feira, culminou na prisão de três homens e uma mulher, além do confisco de 298 tijolos do entorpecente, que totalizaram 191 quilos.
A ação foi coordenada pelo 2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM), com apoio do 23º BPM, e ocorreu em um imóvel no Bairro Nova Fahrion. Além da droga, foram recolhidos um veículo, uma câmera de monitoramento e seis celulares.
Segundo o subcomandante do 2º BPM, major Renan Todendi Dutra, a investigação começou após o Setor de Inteligência receber informações de que um Volkswagen Golf vermelho estaria sendo utilizado para transportar entorpecentes da região de fronteira até o município, onde a carga seria armazenada para posterior distribuição.
Publicidade
“A produção de conhecimento iniciou no dia anterior à operação. A partir dessas informações, a Inteligência intensificou o monitoramento e as diligências para confirmar os dados levantados”, explicou.
Durante as apurações, os policiais identificaram o veículo com as características relatadas. Além disso, observaram uma movimentação atípica de pessoas entre o carro e o imóvel alvo.
De acordo com o oficial, diante dos indícios, as equipes realizaram a abordagem. Ao perceber a chegada das viaturas, um dos suspeitos tentou fugir. Durante a intervenção, os agentes viram, por uma porta aberta, um grande fardo com diversos tabletes semelhantes às embalagens utilizadas para acondicionar maconha.
Publicidade
“O forte odor característico do entorpecente também era perceptível. Diante da situação de flagrante, as equipes realizaram buscas no imóvel e localizaram outros 12 fardos iguais”, disse o major.
Ao todo foram apreendidos 298 tijolos, com peso aproximado de 191 quilos. Os quatro suspeitos foram presos em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico, sendo encaminhados à Delegacia de Polícia de Rio Pardo para os procedimentos legais.
Investigações com foco no combate ao tráfico na região devem ser intensificadas
De acordo com a corporação, as investigações indicam que o transporte e o armazenamento do material teriam sido determinados por um criminoso atualmente preso. Segundo as informações apuradas, ele continua exercendo influência sobre o tráfico em diferentes municípios do Estado.
Publicidade
Apesar da prisão do quarteto, o trabalho policial prossegue. Os aparelhos celulares, o veículo e os demais materiais apreendidos passarão por perícia. A análise desse conteúdo poderá apontar outros envolvidos e motivar novas diligências.
“A operação de campo foi concluída com êxito, mas a investigação continua. A Brigada Militar seguirá prestando apoio à Polícia Civil para o aprofundamento das apurações”, frisou Dutra.
Segundo o oficial, a ação demonstra a importância da integração entre as equipes ostensivas e de inteligência no combate ao crime organizado na região. “Não haverá espaço para que criminosos utilizem nossa região para armazenar, distribuir e lucrar com o tráfico. Seguimos firmes no compromisso de proteger a sociedade”, salientou.
Publicidade
O delegado Anderson Faturi informou que a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a participação de cada um dos presos e aprofundar as investigações sobre a organização criminosa. Conforme o delegado, o objetivo agora é identificar outros envolvidos no esquema, especialmente os destinatários da carga.
Município servia como ponto para distribuição das drogas
Para o major Dutra, a apreensão representa um dos maiores resultados já obtidos pelas forças de segurança na região. “Retirar essa quantidade de droga de circulação representa um golpe significativo nas finanças e na logística das organizações criminosas, interrompendo a distribuição de milhares de doses e impactando diretamente o abastecimento do tráfico”, afirmou.
As informações reunidas pela Brigada Militar indicam que Rio Pardo seria utilizado como ponto de armazenamento antes do envio aos pontos de venda. No entanto, a hipótese de que parte da carga tivesse como destino outros municípios do Vale do Rio Pardo ainda será investigada pela Polícia Civil.
Publicidade
Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi o local utilizado para esconder o material. Segundo o major, o imóvel abrigava uma autoelétrica aberta ao público e também funcionava como espaço religioso, sendo usado, conforme a investigação, para ocultar e armazenar o entorpecente.
Quer receber notícias de Santa Cruz do Sul e região no seu celular? Entre no nosso novo canal do WhatsApp clicando aqui. Ainda não é assinante Gazeta? Clique aqui e faça agora!