Na Oktoberfest de 1997, ou de 1998, avisaram que a gente não poderia levar CD para trabalhar. Para nós aquilo foi um choque. O pessoal não era da época do digital. Tivemos que aprender a mexer no computador e a fazer tudo.” A frase que dá início ao texto é apenas indicativo do tanto de histórias que Caio Flávio Jacobus, o Formigão, viveu ao longo de sua trajetória. Em 2026, faz 30 anos desde que o jovem locutor pisou nos estúdios da Gazeta Grupo de Comunicações pela primeira vez.
Entre inúmeras vivências no ar, a migração para o meio digital, de acordo com ele, foi uma das principais. “Mudou uma barba, né? Quando comecei no rádio, não existia computador. Depois nossa vida mudou imensamente. Hoje em dia, com a tecnologia, a gente chama o nome da música e coloca na hora. Antigamente essa era situação impossível de acontecer.” Na mesma época, o telefone tocava sem parar. “A gente não vencia atender.”
Entre notícias, rodeios, festas campeiras, fandangos e tantos eventos, sempre marcados pelo reconhecimento dos ouvintes, Caio Flávio tornou-se referência do meio tradicionalista. A profissão inclusive proporcionou privilégios, como assistir de perto a shows de grandes nomes do nativismo, como César Passarinho, Jayme Caetano Braun, José Cláudio Machado e Luiz Carlos Borges.
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“Lembro quando o César Oliveira e o Rogério Melo começaram. Dupla cantando música gaúcha era algo inédito. E o Luiz Marenco? Começou cantando num rodeio em Santa Cruz”, recorda.
Herança bagual
Entre curiosidades da vida no estúdio, Caio Flávio lembra de episódios marcantes. “Quando as escolas visitavam a empresa, os estudantes abriam a porta e não acreditavam. As pessoas imaginavam que eu era um senhor de idade, mas se surpreendiam porque eu era um menino.”
Com o passar do tempo, o comunicador começou a fazer parte do dia a dia de públicos de diferentes idades. “É a terceira geração de ouvintes. Olhando para trás, não imaginei que chegaria até aqui e que o rádio me proporcionaria tantas alegrias, emoções, amizades e momentos lindos que passei.”
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O início de tudo
Em 1996, aos 28 anos, Formigão iniciou sua trajetória junto à Gazeta Grupo de Comunicações. Atuava como vendedor e gravava comerciais, até ser chamado para comandar, temporariamente, o programa “Bolicho Grande” na Rádio Gazeta FM 101,7. Com o sucesso, no ano seguinte, em janeiro, estreou seu próprio programa, o “Galpão do Formigão”, no qual permaneceu até o dia 29 de março de 2013.
O retorno ocorreu dez anos depois, em julho de 2023.
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