A reforma tributária começa a transformar a rotina dos pequenos negócios e exige readequação fiscal antecipada. Em painel promovido pelo Sindicontábil na quarta-feira, 12, representantes das Receitas Federal e Estadual e do setor empresarial debateram o novo sistema.
Entre as principais mudanças para as empresas enquadradas no Simples Nacional está o prazo para alterar a opção pelo regime: a janela de adesão para as já constituídas passa a ser em setembro, com efeitos a partir do ano seguinte. A nova regra extingue a possibilidade de decisões de curto prazo e impõe planejamento.
O encontro detalhou a transição para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Uma das principais novidades é a possibilidade de a empresa permanecer no Simples para os demais tributos, mas recolher o IBS e a CBS pelo regime regular. A escolha afetará diretamente a transferência de créditos tributários e a competitividade nas vendas B2B (entre empresas).
Publicidade
O auditor-fiscal da Receita Federal Eduardo Godoy Corrêa alertou que a lógica de enquadramento muda. Na esfera estadual, o delegado Luiz Augusto Wickert reforçou que a antecipação evita perdas de eficiência. Já o advogado tributarista Guilherme Valentini (ACI) frisou que o regime tributário passará a influenciar a formação de preços e margens. A presidente do Sindicontábil, Flávia Fröhlich, ressaltou que o debate busca preparar contadores e empresários da região para a nova rotina. O evento teve apoio do CRCRS.
Publicidade
Quer receber notícias de Santa Cruz do Sul e região no seu celular? Entre no nosso novo canal do WhatsApp clicando aqui. Ainda não é assinante Gazeta? Clique aqui e faça agora!