A Brita Ouro Preto, de Santa Cruz do Sul, terá R$ 10 milhões em financiamento do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) para modernizar o parque industrial e ampliar a atuação no setor agrícola. O crédito foi anunciado nessa segunda-feira, 31, durante a Expointer 2026, em Esteio.
O investimento permitirá à empresa iniciar a produção de remineralizador de solo, conhecido como pó de rocha. O produto é utilizado como insumo agrícola para fortalecer os nutrientes da terra e melhorar as condições do solo para diferentes culturas.
A expectativa é que, em uma primeira etapa, a unidade de Santa Cruz tenha capacidade para produzir 50 mil toneladas do produto por ano. A produção poderá crescer de forma gradual conforme o aumento da demanda.
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Atuação em novo segmento
O projeto representa uma nova frente de negócios para a Brita Ouro Preto, que há cinco décadas atua principalmente no fornecimento de materiais para a construção civil.
Segundo o diretor do Grupo TRV, Vitor Trevisan, o investimento marca o início de uma nova etapa para a empresa. “Há 50 anos atuamos voltados para a construção civil, agora iniciamos uma trajetória na agricultura”, afirmou.
Além da diversificação dos negócios, o projeto também tem relação com práticas de produção sustentável. O remineralizador pode contribuir para a captura de carbono e para a redução da emissão de gases de efeito estufa, ampliando o uso de alternativas sustentáveis na agricultura.
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R$ 35 milhões em financiamentos
O financiamento da Brita Ouro Preto faz parte de um pacote de R$ 35 milhões anunciado pelo BRDE durante a Expointer. Os outros R$ 25 milhões foram destinados à Alisul Alimentos, de São Leopoldo.
A empresa utilizará os recursos para modernizar a estrutura de produção de rações, automatizar a logística e instalar uma nova caldeira movida a cavaco de madeira e biocombustíveis.
O diretor-presidente do BRDE, Heraldo Neves, destacou que os dois projetos estão alinhados às prioridades da instituição. “O movimento de expansão voltado à inovação e à sustentabilidade está no nosso DNA”, afirmou.
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O diretor de Planejamento do banco, Leonardo Busatto, ressaltou que as duas empresas foram afetadas pela enchente de 2024 e por outros eventos climáticos. Para ele, os novos financiamentos demonstram a capacidade de recuperação e a disposição das empresas gaúchas para continuar investindo.
Na Expointer de 2025, o BRDE fechou R$ 523 milhões em novos negócios. Para esta edição, a instituição espera alcançar novamente cerca de R$ 500 milhões em financiamentos, mesmo diante dos juros elevados, do endividamento dos produtores e das incertezas climáticas.
Com informações da assessoria de imprensa do BRDE
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