Cerca de 70% da área destinada ao tabaco na região de Santa Cruz do Sul na safra 2026/2027 já foi plantada. O índice é superior ao registrado no mesmo período do ciclo passado e acompanha o ritmo observado em outras áreas produtoras do Rio Grande do Sul. Na região de Candelária, aproximadamente 83% da área já foi implantada, ao passo que na de Venâncio Aires a taxa chega a 67,5%.
No Estado, o cultivo se aproxima de 60% do espaço previsto para este ciclo. O ritmo é considerado normal para a época, apesar das diferenças entre os municípios, que possuem janelas específicas de semeio em função das condições climáticas e dos tipos de fumo cultivados. Algumas localidades estão mais adiantadas, mas não há registro de atrasos ou antecipações fora do padrão.
O cenário se repete nos demais estados produtores da Região Sul. Santa Catarina apresenta o maior avanço, com cerca de 78,5% do terreno já trabalhado, enquanto o Paraná está perto dos 60%. No conjunto das três unidades da Federação, em torno de 66% da área prevista já foi implantada, contra 55,1% no mesmo intervalo da safra anterior.
Segundo o gerente técnico da Afubra, Dener Kreski Turchiello, a variação também aparece entre os tipos de tabaco. O Virgínia, que representa a maior parte da produção sul-brasileira, alcança 66,7% de plantio, ante 55,9% na mesma época do ano passado. No Burley, o percentual passou de 47,3% para 58,5%, enquanto o comum avançou de 57,6% para 64,8%.
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Entre os trechos mais adiantados estão setores do litoral catarinense, onde alguns municípios já se aproximam da conclusão dos trabalhos. No Rio Grande do Sul, além de Candelária, Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires também registram índices superiores aos anotados no mesmo período do ciclo passado.
As condições do tempo nas últimas semanas têm permitido a evolução das atividades e o desenvolvimento inicial das lavouras. “O plantio está mais adiantado nos três estados e também nos três tipos de tabaco em relação à safra passada”, destacou Turchiello.
Seguro
Os produtores têm até o dia 31 de outubro para inscrever as lavouras no Sistema Mutualista da Afubra. A cobertura, no entanto, não começa imediatamente: há um período de carência de sete dias após a entrega do pedido de adesão.
Quem fizer o pagamento até 30 de setembro terá desconto de 6%. Para as quitações feitas entre 1º e 31 de outubro, o abatimento será de 4%. A principal cobertura do sistema é para danos provocados por granizo. Também existe uma modalidade que contempla granizo e tufão, com taxa de contribuição maior.
O sistema ainda prevê auxílio para reconstrução de estufas em casos de incêndio, raio, granizo e vendaval durante o período de colheita, além de auxílio-funeral para o associado e, quando inscritos, esposa e filhos. Em caso de sinistro coberto, o produtor deve comunicar a Afubra pelo WhatsApp ou telefone (51) 3713 7731.
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Para a safra atual, a taxa de contribuição para a cobertura de granizo permanece em 6%, com manutenção do sistema de bônus para associados que passam vários anos sem ocorrência de intempérie indenizável. O peso máximo de referência por pé de tabaco passou de 66 para 70 gramas, ampliando o valor teto do ressarcimento. A Unidade Referencial Mutual (URM) passou de R$ 25,26 para R$ 26,10.
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