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DIRETO DA REDAÇÃO

Um compromisso com o leitor

Foto: Magnific

Há 25 anos, em um 11 de setembro, o mundo parou diante dos ataques ao World Trade Center. Mais do que as centenas de mortes e as repercussões no cenário geopolítico, o atentado teve força para transformar o modo como a informação circula. Em um tempo no qual as conexões eram bem mais lentas e as redes sociais ainda não estavam disseminadas, foi pela televisão que milhares de pessoas viram os aviões se chocando contra os prédios.

No dia seguinte, os jornais estamparam nas capas manchetes, fotos e desdobramentos de tudo o que aconteceu. Na Gazeta do Sul, não foi diferente. A edição de 12 de setembro daquele ano retratou o fato com a chamada: Os EUA EM CHAMAS – TERROR e três páginas com toda a repercussão do ataque, inclusive com o relato de uma santa-cruzense que presenciou tudo.

Neste um quarto de século, as transformações foram inegáveis. No mundo das comunicações, as novas mídias se multiplicaram, mas também trouxeram incertezas quanto à confiabilidade do que se compartilha. Em um cenário no qual a tensão entre fatos e fakes é constante, os meios tradicionais mantiveram sua força e relevância. Debates acerca dos rumos do jornalismo sério são contínuos e necessários. Afinal, é preciso avançar, sem deixar de lado aquilo que só os profissionais sabem fazer. Achar que sabe é uma coisa; saber fazer é outra. E, nesta hora, a técnica, a capacidade de ler o mundo e o compromisso com a informação ainda valem mais do que curtidas.

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Saber valorizar a boa imprensa é fundamental. Da mesma forma, é vital lembrar diariamente dessa função. Na Gazeta, isso faz parte da rotina. Quando nada mais resolve o problema, é ao jornal, à rádio e ao portal que a comunidade recorre. Um exemplo recente ocorreu nesta semana, quando moradores procuraram a equipe para falar a respeito de um projeto em curso para o bairro. Temas do cotidiano, desde o evento que vai integrar grupos de convivência até acontecimentos de maior abrangência, como denúncias devidamente apuradas, deságuam na redação. É a máxima: você pode não gostar do jornal mas, quando precisar, é a ele que vai recorrer.

E talvez por saber dessa relevância social, econômica e histórica é que seguimos em frente. Ao abordar os desafios do armazenamento de água para enfrentar os períodos de estiagem, a reportagem especial das páginas 14 e 15 desta edição vai além do alerta conhecido entre os agricultores e a população que sofre com o desabastecimento, especialmente nos meses de temperaturas altas.

Quando um impresso traz um tema dessa envergadura para o debate, cumpre seu papel de informar, mas também de compartilhar conhecimento e orientar os leitores a partir de fontes altamente qualificadas. Não se trata de suposição ou de algo com caráter sensacionalista. Pelo contrário: é apuração, são horas de entrevistas, pesquisas e reflexão em torno de um tema. É algo feito de pessoas para pessoas, sem a interferência de uma inteligência artificial que organiza palavras conforme a conveniência do responsável pelo comando.

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Exemplos de como a imprensa e o jornalismo transformam a realidade em uma sociedade que observa estarrecida a queda dos indicadores relacionados à educação – como mostrou o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025 –, a leitura e a capacidade de compreender o que se lê fazem a diferença e podem ajudar a ditar os rumos do futuro.

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