Como se saíssem de dentro dos livros clássicos do romantismo brasileiro, os alunos do 2º ano do Ensino Médio da Escola de Educação Básica Educar-se realizaram uma imersão cultural unindo a paixão da literatura com a riqueza de detalhes. Na manhã dessa sexta-feira, 11, estudantes, professores e comunidade escolar viveram uma experiência imersiva em um espaço temático que celebrou 12 obras literárias.
Os participantes e convidados foram transportados para o período entre 1801 e 1900, no século 19, durante a quarta edição do Café Literário realizado na Associação dos Docentes da Universidade de Santa Cruz do Sul (Adunisc). A ambientação – que incluía a caracterização de alunos e professores, velas, arranjos de flores, máquina de escrever e retratos em preto e branco – ajudava a recriar o clima da época.
Conforme a professora de Língua Portuguesa e Literatura, Catiussa Martins, os personagens das narrativas, que foram exploradas durante o segundo trimestre, ganharam vida ao serem interpretados pelos integrantes.
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“Normalmente, quando estamos na sala de aula, o aluno acaba não tendo muito interesse por essas leituras e não entende o contexto”, disse. Assim, o projeto surgiu para que os jovens estudassem e avaliassem as histórias comparando com os dias atuais.
“O estudante acaba ampliando esse conhecimento, trazendo a própria análise sobre cada obra”, complementou Catiussa. O encontro teve o objetivo de fazer com que pudessem refletir, por exemplo, sobre feminicídio, questões de gênero e a evolução da literatura nacional.

Catiussa: despertar interesse do aluno. Foto: Bruna Fernandes
Aprendizado refletido na encenação
Teutônio, do livro Memórias de um sargento de milícias, escrito por Manuel Antônio de Almeida em 1852, foi interpretado pelo aluno Fernando da Costa, de 17 anos. “Estou aqui para fazer o meu melhor. Quero mostrar o personagem, não só a cena, e fazer uma boa representação”, destacou. Disse ainda que vivenciou e aprendeu sobre a literatura comparando com o tempo atual.
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Assim também foi com a aluna Laura Kirst, 17 anos, que representou a personagem Dona Flor, da obra literária O Sertanejo, de José de Alencar, publicada em 1875. Para ela, o projeto proporcionou que conhecesse outras histórias profundamente – e não esquecerá mais. “Foi uma experiência incrível porque eu consegui enxergar por meio do livro. A proposta é muito importante, além de ser muito bonita.”
- Fernando da Costa deu vida a Teutônio. Foto: Bruna Fernandes
- Laura Kirst foi a personagem Dona Flor. Foto: Bruna Fernandes
Banca avaliadora acompanhou a iniciativa
A comissão julgadora reuniu especialistas nas áreas de Letras, Artes e Educação, acompanhados de estudantes premiados em edições anteriores que avaliaram as encenações de cada participante.
Entre os convidados estava o professor Elenor José Schneider, primeiro diretor da Escola Educar-se, docente por mais de 40 anos na Unisc. Também participaram do evento a doutora Ana Cláudia Munari, coordenadora dos cursos de Letras e professora do Programa de Pós-Graduação em Letras da Unisc; a mestra Josiane Medianeira Soares, professora de Teatro e Projeto de Vida da Educar-se; e as representantes estudantis Maria Clara Fetter (Miss Romantismo 2025 e 1º lugar), Luis Antonio de Carvalho Loeblein (Mister Romantismo 2025), Lívia Carvalho da Silva (2º lugar e mesa destaque) e Carolina Jucá Ardenghi (3º lugar).
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Além das vestimentas, o cenário era temático para remeter à época das obras
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