A Polícia Civil investiga a morte de um bebê de 8 meses, natural de Vera Cruz, que estava acolhido em uma instituição de Santa Cruz do Sul. A criança morreu na semana passada, enquanto estava em um berço. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) acompanha o caso para esclarecer a causa da morte.
Conforme a delegada Ana Luísa Aita Pippi, responsável pela DPCA, o bebê foi encontrado já desfalecido no berço. Ele chegou à instituição quando tinha aproximadamente um mês de vida e, segundo as informações levantadas até o momento, não havia conhecimento de problema de saúde prévio.
Após ser encontrado, o bebê foi encaminhado para atendimento no hospital, onde o óbito foi constatado. Na sequência, foi realizado o registro da ocorrência e o corpo passou por necropsia.
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Durante o exame, foram coletadas amostras do coração e do pulmão, encaminhadas ao Instituto-Geral de Perícias (IGP), em Porto Alegre. O resultado dos exames é aguardado pela Polícia Civil e deverá auxiliar na definição da causa da morte.
Segundo a delegada, em uma análise inicial, não foram identificados sinais de maus-tratos. O perito também não confirmou, até o momento, que a morte tenha ocorrido por sufocamento. A conclusão depende dos exames que ainda estão sendo realizados pelo IGP.
A ocorrência foi registrada pela presidente da instituição. A investigação segue em andamento até que sejam esclarecidas as circunstâncias e a causa da morte.
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Nota da instituição
A instituição de acolhimento se manifestou por meio de nota. Confira na íntegra:
A instituição manifesta seu profundo pesar pelo falecimento da criança de oito meses que se encontrava sob acolhimento. Trata-se de uma perda que nos causa imensa dor e que sensibilizou profundamente toda a nossa equipe.
Desde o primeiro momento, foram adotadas as medidas de atendimento e socorro possíveis. A instituição dispõe de cuidadoras capacitadas em primeiros socorros e, considerando o número de bebês atualmente acolhidos, mantém uma profissional além do quantitativo habitual, como forma de reforçar a atenção e a assistência prestadas.
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O laudo inicial apontou causa indeterminada, com necessidade de exames complementares. Por esse motivo, entendemos que qualquer afirmação conclusiva neste momento seria precipitada e desrespeitosa com a própria investigação.
A instituição está colaborando integralmente com as autoridades e permanece à disposição para fornecer todos os documentos, informações e esclarecimentos necessários. A instituição não se furtará às suas responsabilidades e acompanhará com seriedade e transparência todas as etapas da apuração.
Por respeito à criança, à sua família, aos demais acolhidos e ao sigilo que envolve casos de proteção à infância, não serão divulgados detalhes que possam permitir sua identificação ou causar exposição indevida.
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Quem conhece o trabalho desenvolvido pela instituição sabe que o cuidado oferecido vai além das necessidades materiais. Nossas crianças e adolescentes recebem proteção, atenção, afeto, amor e carinho. Seguiremos firmes em nosso compromisso de cuidar de cada acolhido com dignidade, responsabilidade e humanidade, ao mesmo tempo em que aguardamos, com respeito e serenidade, a conclusão dos exames e das investigações.
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