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SANTA CRUZ

Alunos da Emef Vidal de Negreiros estudam ipês

Com o fim do inverno e a aproximação da primavera, no dia 22, os ipês começam a ganhar destaque na paisagem de Cerro Alegre Baixo. Na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Vidal de Negreiros, de Santa Cruz do Sul, as flores que colorem o pátio e os caminhos percorridos pelas crianças despertaram olhares atentos, perguntas e muita curiosidade.

A partir desse interesse, nasceu um processo investigativo com as turmas de Educação Infantil em Tempo Integral, 6A e 6B, orientadas pelas professoras Kamila Müller, Fernanda Napar e Josiane Klafke. Para começar a investigação, as crianças foram convidadas a caminhar pelos arredores da escola e observar os ipês presentes na comunidade, percebendo suas cores, formas, flores, folhas e características. 

Nas salas referência, momentos de leitura com os livros Um ipê para Manuela, de Tânia Perrotti, e A Araucária e o Ipê Amarelo, de Clarice Bourscheid, ajudaram a ampliar as conversas e as possibilidades de investigação. Também foram organizados contextos investigativos com livros, imagens, flores, folhas e sementes, permitindo que as crianças observassem, comparassem, levantassem hipóteses e compartilhassem o que já sabiam. 

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Durante as conversas, surgiram relatos que aproximaram ainda mais a investigação da história da própria comunidade. Algumas crianças contaram que os ipês que fazem parte da paisagem de Cerro Alegre Baixo foram plantados por seus familiares. Assim, a árvore deixou de ser apenas algo a ser observado e passou a fazer parte das memórias e das histórias das famílias.

“Para registrar parte do que observaram, as crianças realizaram pinturas de observação dos ipês encontrados na comunidade. Ao olhar atentamente para as árvores e tentar representá-las, puderam perceber detalhes que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia”, destacou a diretora do educandário, Isabel Cristina Rabuske.

No dia 21 de setembro, Dia da Árvore, a investigação ganhará mais um capítulo: as crianças plantarão uma muda de ipê no pátio da escola. A ideia é acompanhar seu crescimento ao longo dos próximos anos, observando também as transformações que a árvore apresentará em diferentes estações do ano. Será uma árvore que crescerá junto com as crianças e que, ao longo do tempo, poderá guardar muitas das histórias vividas por elas na escola.

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Como diz o livro Um ipê para Manuela, em um trecho adaptado: Juntos – o ipê e as crianças – crescerão e conquistarão a beleza de cada etapa vivida. “A relação com a natureza está presente de forma significativa nas propostas da Educação Infantil da escola. Além da investigação sobre os ipês, as crianças também estão pesquisando as aves que vivem no ambiente escolar e em seus arredores e construindo um inventário das árvores existentes no pátio da escola”, frisou a diretora.

O ipê também integra as propostas desenvolvidas durante o mês sobre a cultura gaúcha, por ser uma árvore símbolo do Rio Grande do Sul. Dessa forma, natureza, comunidade, cultura e memória vão se encontrando nas experiências das crianças, que aprendem a olhar com mais atenção para aquilo que faz parte do lugar onde vivem. “Quando, enfim, as almas que viram florescer o ipê conquistarem um novo lugar para habitar, restarão todas as recordações e sentimentos compartilhados” – trecho do livro Um ipê para Manuela, de Tânia Perrotti.

 

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