Renato Portaluppi foi apresentado na noite de quinta-feira, 17, no auditório da Arena, para iniciar a quinta passagem como treinador do Grêmio. Para ele, a situação do Tricolor é difícil no Brasileirão, mas afirmou que não é impossível escapar do rebaixamento. Renato acredita que cinco vitórias em 11 jogos restantes serão suficientes.
Em tom descontraído, disparou uma frase de efeito logo no início. “Quem é bom sempre é lembrado. Os números não mentem. Sempre que cheguei aqui, entreguei pontos, vitórias e títulos”, sublinhou.
O ídolo revelou que aceitou a “convocação” do presidente Odorico Roman na hora e “proibiu” vaias por parte da torcida. “É proibido vaiar. Vai ser proibido. Porque o que o nosso torcedor quer é o que nós queremos, sair dessa situação. Então, no momento que vierem as vaias, muitas vezes o jogador pode se abater, passar para um companheiro dele e daqui a pouco o jogador não rende o que é necessário em campo. Então, eu peço de coração para o nosso torcedor que é proibido vaiar a partir de domingo. Eu entendo a situação, mas agora, daqui para frente, é energia positiva, é incentivar o time”, declarou.
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Quinta passagem no clube como treinador
Além da bagagem vitoriosa como jogador, com os títulos da Libertadores e do Mundial de 1983, o ídolo empilha faixas de campeão como treinador, da Copa do Brasil de 2016, da Libertadores de 2017, da Recopa Sul-Americana de 2018 e cinco Campeonatos Gaúchos.
Renato terminou o último período no Grêmio desgastado, com campanha de 14º no Brasileirão de 2024. O treinador colocou nos efeitos da enchente parte da culpa pelos resultados ruins na temporada. A inundação obrigou o time a ficar 134 dias sem poder jogar na Arena.
Embora o trabalho mais recente no Grêmio não seja de títulos de expressão, o treinador voltou como herói para salvar o ano de 2026, que tem briga contra rebaixamento no Brasileirão e semifinal de Copa do Brasil pela frente.
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Renato esclarece situação com Tetê
Quando Renato Portaluppi foi anunciado como novo técnico do Grêmio, muitas pessoas levantaram a possibilidade do treinador não ter uma boa relação com Tetê.
Em 2019, o jogador foi vendido ao futebol ucraniano sem estrear pelo time profissional. Na época, Renato disse que “não adiantava o empresário vir aqui tumultuar.”
Na coletiva de apresentação, Renato esclareceu a situação e negou qualquer tipo de atrito com o jogador do Grêmio. “Eu nunca tinha falado com o Tetê, nunca tive uma conversa com o Tetê, nunca trabalhei com o Tetê. As pessoas inventaram tanta coisa do Tetê”, comentou.
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O treinador lembrou de quando o atleta ainda estava nas categorias de base, mas já era convocado pela seleção brasileira de base. Segundo Renato, ele teria sido informado pelo presidente Romildo Bolzan de que o empresário de Tetê só aceitaria renovar o contrato do jogador caso ele subisse para o time principal.
“Eu falei que ele não viria para o profissional. Não pode vir para o profissional um garoto que eu não conheço. Podia ser qualquer outro jogador. Não pode pular. Eu ainda falei ao presidente que a decisão era dele. Você manda no clube, você é o presidente. Agora, se quatro, cinco empresários tiverem jogadores diferentes e fizerem a mesma proposta, para você, você vai fazer o quê?”, contextualizou.
Apesar das suposições, Renato Portaluppi revelou na coletiva que o atacante gremista o procurou para conversar nesta semana. O técnico disse que está disposto a ajudar na recuperação do atleta. “Gosto dele, falei para ele que eu vou ajudar em todos os sentidos para poder recuperar ele. Comecei a corrigir ele nos treinamentos que a gente fez hoje. E ele está disposto”, declarou. “É bom garoto, futebol ele tem. Então vamos ver se a gente consegue recuperar ele para nos ajudar também”, completou.
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