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Eduardo Baptista é apresentado como técnico do Internacional

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

Eduardo Baptista foi apresentado como treinador do Internacional

O Internacional apresentou o técnico Eduardo Baptista nesta quinta-feira, 24. Por coincidência, o pai dele, Nelsinho Baptista, havia deixado o clube exatamente 30 anos atrás. Baptista já comandou o primeiro treino na quarta-feira, 23. Com ele, vieram o auxiliar técnico Júlio César Schiavon e o analista de desempenho Lucas Brito Sousa.

Na preparação física, o clube efetivou o mineiro Guilherme da Costa como novo preparador físico até dezembro. O profissional está no clube desde junho, na função de coordenador de performance e já havia assumido interinamente o cargo logo após a demissão de Paulo Pezzolano.

Entre os torcedores, a repercussão foi ruim. Ele terá que afastar a desconfiança. Baptista deixou o Criciúma em sexto na Série B do Brasileiro, após ter liderado a competição com 15 jogos invicto. Porém, nos últimos dez jogos, foram seis derrotas. No ano passado, Baptista livrou o Criciúma do rebaixamento e encerrou a campanha em quinto, a um ponto do acesso à Série A. No Tigre, completou 75 jogos, com 35 vitórias, 20 empates e 20 derrotas.

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Desafio de manter o Inter na Série A

O presidente Alessandro Barcellos e o diretor executivo, Fabinho Soldado, disseram que Eduardo Baptista foi o único nome procurado para substituir Paulo Pezzolano. Outros nomes que surgiram na imprensa, segundo ele, foram apenas especulações. O diretor técnico, Abel Braga, está motivado para atuar com o novo treinador.

“O torcedor pode tudo, tem todos os direitos. Mas no lado de fora do campo, você é unanimidade. Sabemos dos muitos bons trabalhos que você tem. Sabemos da sua capacidade. O nosso objetivo é ridículo, que é não cair de divisão. Esperamos que depois deste ano nunca mais aconteça. Acreditamos que você será unanimidade entre os torcedores também”, disse Abel ao novo técnico.

Baptista aposta em mudança de ambiente e mobilização do grupo para deixar a zona de rebaixamento. “É uma grande responsabilidade. O Inter tem um grande elenco. Eu sempre acompanhava a equipe. Já conversei com lideranças do elenco. A receptividade foi muito boa. Me surpreendeu a energia no vestiário. Os atletas estão cientes do que precisamos”, afirmou.

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Questionado sobre a declaração de não ser “bombeiro”, Baptista respondeu que trata-se de uma grande oportunidade na carreira. “Trabalhei e me preparei bastante, há vários anos. Acredito muito que podemos alcançar nosso objetivo. A meta é ajustar a equipe, ter maior equilíbrio. Estou confiante em razão do que encontrei aqui. Um elenco disposto a deixar essa situação ruim. Vamos trabalhar para ter uma resposta rápida”, comentou.

Direção acredita em poder de recuperação

A direção colorada aposta em um poder de recuperação, como Baptista executou no Novorizontino e Criciúma, ambos na Série B do Brasileiro. Outro ponto é a simplicidade tática, de fácil assimilação. O treinador gosta de uma compactação defensiva. Esquema com três zagueiros, dois alas, dois volantes, um meia mais adiantado e solto, com dois atacantes. Uma tentativa mais sólida de “fechar a casinha”. A força na bola aérea é uma questão importante. Baptista é adepto de investir em jogadas pelo alto e deve fortalecer esse fundamento no elenco.

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