O bloco 52 da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) foi palco, na tarde dessa sexta-feira, 25, para a apresentação de maquetes da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) – área mantida pela instituição no município de Sinimbu – e de modelo focado em atividade pedagógica.
Desenvolvidas por meio do projeto Identificação, avaliação e monitoramento dos riscos de eventos climáticos visando a qualificação dos sistemas públicos de alerta para as regiões do Vale do Rio Pardo e Vale do Taquari, as estruturas serão aliadas na reestruturação de espaços atingidos por eventos climáticos.
Com coordenação do professor Carlos Antônio Tillmann, o trabalho contou com a participação de outros 18 docentes como pesquisadores. Para sua viabilização, em 2025 a iniciativa recebeu mais de R$ 1,5 milhão via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).
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O objetivo é adotar medidas integradas que combinem ações estruturais e não estruturais, a fim de identificar e mensurar a restauração de áreas atingidas pelas enchentes e inundações, com a pretensão de proteger vidas, propriedades e o meio ambiente urbano e rural.
À frente do grupo, Tillman explica, porém, que o estudo compreende diversas ações. “Uma das metas é a educação ambiental. Mostrar para as pessoas, para as crianças, principalmente, o relevo no qual vivem, o desnível que acontece, o rio que passa pela região, a vegetação que retém a umidade e o que esses eventos climáticos podem provocar.”
Além das maquetes, em breve deve ser lançada cartilha informativa, voltada ao uso na sala de aula. Outra medida será realizada junto à RPPN. “Iremos instrumentalizá-la com câmeras e haverá uma estação meteorológica para que possamos monitorar e acompanhar tudo o que pode acontecer em termos de alteração do clima”, disse o professor.
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A vice-reitora Andréia Valim, que acompanhou o momento, destacou o papel da universidade frente à compreensão dos desastres climáticos. “Pela relevância do projeto dentro da questão climática, destaco o quanto isso vai trazer significado para a comunidade. É importante para a universidade mostrar essa imensidão que é nossa reserva natural”, disse. “Também é uma forma de demonstrar o quanto estamos comprometidos com a questão ambiental e a preservação desse território tão relevante.”
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