Para ressaltar e valorizar cada trabalho construído pelos alunos durante as aulas de computação, a Escola Municipal de Ensino Fundamental José Leopoldo Rauber, localizada no Bairro Dona Carlota, em Santa Cruz do Sul, realizou o primeiro Scratch Day. A iniciativa ocorreu nessa quarta-feira, 30, com o objetivo de exaltar as criações interativas e de robótica elaboradas por crianças e adolescentes do 4º ao 9º ano.
Inspirados no evento mundial chamado “Scratch”, os estudantes de cada turma desenvolveram seus próprios jogos durante o primeiro semestre deste ano e definiram os três melhores para que fossem representantes durante a atividade. “Nós os desafiamos a pensar em projetos que não fossem contemplativos, em que apenas ficássemos olhando para o robô fazendo algo. Queríamos que eles fossem os protagonistas, principalmente para que vivessem esse momento de interação”, afirmou a professora de Computação, Samanta Ghisleni Marques.
Para a profissional, o que mais lhe chamou a atenção durante as aulas foi a criatividade de cada aluno. “Eles se interessaram muito quando falamos do Scratch Day na escola, e ficamos muito felizes com essa empolgação”, contou. Cada trabalho foi realizado junto da professora, passo por passo.
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Samanta: destaque foi a criatividade
No total, 116 alunos produziram projetos com auxílio da docente. Para o Scratch Day, 21 jogos estavam disponíveis para que as outras turmas pudessem conhecer e interagir. A estudante do 7º ano Eduarda da Silva Araújo, de 13 anos, criou o Labi Kong. Foram necessárias cinco semanas para que tudo ficasse pronto.
“Eu quis criar algo que chamasse a atenção das crianças e também fosse fácil de entender. Então, fiz um labirinto e um controle com peças de Lego. É possível movimentar o jogo para todos os lados, com o objetivo de fazer a bolinha passar entre os obstáculos até chegar ao buraco”, ensinou.

Aluna Eduarda criou o jogo Labi Kong
Inspiração
Outro projeto participante do Scratch Day foi desenvolvido em quatro meses pela aluna Pietra Valentina Bruckner, de 13 anos. Inspirado no irmão mais velho da estudante, o jogo conta com um volante parecido com o dos carros de Fórmula 1. “Eu construí um jogo de corrida. Utilizei os carros do filme Velozes e Furiosos e o objetivo é chegar ao final sem perder vidas”, detalhou.
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A estudante, que já participou de campeonatos de robótica com a escola, descreveu o que significa aprender a desenvolver. “Eu amo aula de computação. Hoje em dia, muitas crianças conseguem se conectar com a tecnologia, mas ficam somente olhando para a tela do celular e não entendem como aquilo funciona. Nas nossas aulas, criamos projetos com acompanhamento e apoio da professora”, enfatizou.

Pietra Valentina
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