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Dois meses após ser apreendido pela PRF, caminhão de santa-cruzense é devolvido pela Justiça

Volkswagen 11.140 está com proprietário

Quase dois meses depois, um santa-cruzense de 44 anos teve seu caminhão Volkswagen 11.140, ano 1990, cor branca, devolvido pelo Poder Judiciário. Ele dirigia o veículo na noite de 23 de agosto, com a esposa na carona, quando foi parado em uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-290, em Eldorado do Sul. A suspeita era de que o caminhão estivesse irregular, após um caso de estelionato registrado no Paraná.

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O veículo está no nome da esposa do motorista. Ao longo da investigação policial, no entanto, não foi comprovada qualquer relação dos moradores de Santa Cruz com a criminalidade. Em despacho assinado pelo juiz James Hamilton de Oliveira Macedo, da 2ª Vara Cível de Campo Largo, no Paraná, foi confirmada a posse para o casal do município, sem mais qualquer restrição de locomoção.

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No despacho, o juiz cita ainda que os documentos juntados pela defesa, como prints de conversas, comprovantes de transferência de valores e informações fornecidas pelo Detran, não apontavam qualquer restrição no momento da compra. Na manifestação à qual a Gazeta do Sul teve acesso, ele escreveu que “neste momento processual” o entendimento é de que o veículo foi adquirido de boa-fé.

Advogada diz que imagem foi prejudicada

Conforme a advogada Ana Paula Bartz, que defende os santa-cruzenses, o imbróglio iniciou -se em virtude de uma ocorrência de estelionato que teria sido registrada pelo primeiro proprietário do caminhão, que terminou vendendo para um segundo. Nessa transação inicial, o registro policial teria sido feito. Posteriormente o santa-cruzense comprou o veículo do então dono, por um preço equivalente à tabela Fipe, sem saber de eventuais situações anteriores.

“Na delegacia, o caminhão foi apreendido irregularmente. Não analisaram os documentos”, disse. Ela reforçou que os santa-cruzenses adquiriram o caminhão de boa-fé. “O antigo proprietário tinha feito a venda, meus clientes pagaram e já tinham até transferido. Esse fato, no entanto, não constava no sistema policial, e não liberaram o veículo naquela oportunidade”, comentou a advogada, que reclamou dos impasses para liberação.

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Ana Paula afirmou que nenhum dos documentos chegou a ser analisado. “Tive que entrar na Justiça do Paraná, onde o juiz confirmou todas as informações. Meus clientes são os legítimos proprietários e tiveram a posse do caminhão recuperada”, salientou a advogada. Ela preferiu manter o nome do casal em sigilo, revelando que a repercussão do fato gerou prejuízo à imagem do homem e da mulher.

“Eles fazem entregas para empresas importantes da cidade. Conseguiram comprar um caminhão depois de bastante tempo e ainda passaram por tudo isso. Foi bem triste, pois ficaram sem trabalhar nesse período, até eu conseguir a liberação nos últimos dias”, finalizou a defensora. Os proprietários do caminhão podem agora retornar à atividade profissional.

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