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A Gazeta esteve lá: nas Olimpíadas de Pequim, em 2008

Eleno e Fabiano Peçanha no dia do jogo do Brasil

Com duas Olimpíadas na bagagem, o jornalista Eleno Hausmann, o Professor Olímpico, chegou a Pequim, na China, em agosto de 2008 para cobrir sua terceira edição dos jogos, em nome da Gazeta. Realizado entre 8 e 24 de agosto, o maior encontro global de congraçamento entre desportistas mobilizou 11.990 atletas, de 204 países, em nada menos do que 302 eventos, de 28 esportes. De lá, transmitiria diariamente para a Rádio Gazeta e para a Gazeta do Sul as informações relevantes sobre as disputas e, em especial, sobre os atletas identificados com o Estado ou a região.

Foi o caso de um dos expoentes do atletismo brasileiro naquela edição, o gaúcho Fabiano Peçanha, que iria competir nos 800 metros rasos, sua especialidade. Nascido em Cruz Alta, mas radicado em Santa Cruz do Sul, Peçanha requereu máxima atenção no noticiário transmitido por Hausmann. Fabiano completa 38 anos na sexta-feira, 5 de junho; por essa razão, essa coluna é dedicada a ele, por sua trajetória vitoriosa e por seu espírito de liderança no desporto brasileiro. Por ocasião da Olimpíada na China, estava com 26 anos, e encerrou aquela disputa em 16ª posição, tendo avançado até as semifinais.

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No estádio Ninho de Pássaro, iluminado à noite

Hausmann recorda que a viagem para a China começou cercada de tristeza. No dia do embarque, sua família acabou tendo uma perda, a bisavó de seus filhos, Almerinda Ebert, e ele seguiu para a cobertura olímpica sem poder participar dos atos fúnebres. “Isso me marcou muito”, frisa.

Em Pequim, aquela sociedade, conduzida por governo comunista, ainda era muito fechada. As dificuldades já começavam na comunicação. “No táxi, os motoristas mais velhos não entendiam inglês. Só mandarim, que eu, por minha vez, não dominava. Os carros tinham um gravador instalado, e ali a gente falava em inglês para onde queria ir. A máquina traduzia e lá ia o táxi”, comenta. “Nem sempre isso funcionava. Eu dizia o endereço do hotel ou do destino, e me descobria em lugar bem diferente”. Só os mais jovens, frisa Eleno, já dominavam melhor o inglês.

No entanto, em muitas das andanças por lá ele tinha uma companhia de luxo nos passeios: Fabiano Peçanha. O atleta havia viajado para os jogos sem a companhia de familiares, e assim Eleno e Fabiano buscaram manter-se próximos e em comunicação. “Como o Fabiano obtinha do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) alguns ingressos para provas, e não tinha familiar junto, eu me beneficiava disso”, refere. Assim, os dois assistiram à partida de futebol entre Brasil e Argentina no Estádio do Trabalhador (e se frustraram com o placar: três a zero para os hermanos, com Messi em campo). E Eleno estava na arquibancada, como testemunha, há 15 metros de onde Peçanha passou correndo na prova dos 800 metros.

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Além do acompanhamento amplo dos jogos, Eleno e Fabiano ainda estenderam um passeio turístico à famosa Muralha da China (“que ninguém poderia deixar de visitar, estando lá”) e ao incrível Ninho do Pássaro, o mega estádio que a China ergueu para aquela edição, em sua Vila Olímpica. “Foi mágico visitar o país e vivenciar a sua cultura, os seus templos, o seu ritmo de vida”, pondera Hausmann. Quatro anos mais tarde, ele estaria em Londres, no Reino Unido. Mas isso é assunto para outra coluna.

Hausmann no ambiente das pistas de atletismo

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