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CASTELO BRANCO

A vida no bairro: a comunidade onde a escola é a referência

Foto: Albus Produtora

Com 15 anos de existência, o Bairro Castelo Branco está em crescimento desde 2009, ano de sua criação. Antes, a região pertencia ao Bairro Santo Antônio e ao antigo Bairro Vila Nova. Está localizado na Zona Sul de Santa Cruz do Sul, entre as avenidas Presidente Castelo Branco e Deputado Euclydes Nicolau Kliemann.

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O bairro conta com uma população estimada de 1.907 pessoas, conforme mapa temático produzido pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) a partir do Geoprocessamento do Município e com base no Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O local fica situado próximo de grandes empresas instaladas no Distrito Industrial, oportunizando emprego e renda aos moradores locais. O bairro também conta com 74 empreendimentos comerciais e de prestação de serviços, e aproximadamente 970 residências. 

Emef Normélio Boettcher une a população

A comunidade do Bairro Castelo Branco tem como referência a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Normélio Egídio Boettcher. O educandário, com 35 anos de atuação, sempre esteve ao lado dos moradores, seja para dar suporte em campanhas de vacinação, eleição e atividades, seja em eventos festivos.

Emef Normélio Boettcher atua há 35 anos no bairro sendo referência em educação e atividades comunitárias

A história do educandário teve início quando ela era um anexo da Escola Estadual de Ensino Médio José Mânica. As primeiras paredes foram erguidas em um terreno doado por Normélio Boettcher, que dá nome ao local. A estrutura foi necessária, pois o Mânica não tinha mais capacidade para atender à alta demanda de alunos. Assim, foi criada a Emef Normélio. 

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Anos mais tarde, com o crescimento da população local, a partir da escola Normélio criou-se mais um educandário: a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Leonel de Moura Brizola, para dar suporte em atender os estudantes. Atualmente, os colégios também recebem alunos dos bairros Arroio Grande, Ohland e arredores.

A Emef Normélio Boettcher tem no comando a diretora Andiara Silva e a vice-diretora Jaqueline Lacerda. “A escola faz parte da comunidade. Aqui já estudaram os avós, os filhos e os netos dos moradores. Tudo que a gente consegue fazer não é só pela escola, mas também pelo bem da nossa comunidade”, destaca Andiara.

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O estabelecimento atende 330 crianças nos turnos manhã e tarde, do 1º ao 9º ano. A vice-diretora Jaqueline conta que, em função do crescimento do bairro, foi necessária a ampliação da escola. “Foi finalizada a construção de mais três salas e um conjunto de banheiros para atender à demanda. Além disso, aqui trabalhamos com o turno inverso: os alunos menores frequentam as aulas pela manhã e os maiores à tarde.”Elas ressaltam que a comunidade sempre se faz presente na vida escolar.

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“Sempre temos apoio, e os pais ou responsáveis fazem questão de acompanhar seus filhos até a porta da escola. Também atuam fortemente com o Conselho de Pais e Mestres”, diz Jaqueline.

Diretora Andiara e vice Jaqueline, da Emef Normélio Boettcher: estabelecimento de ensino faz parte da comunidade

A Emef Normélio Boettcher é destaque em educação. Ela é a única a vencer por duas vezes o Palco do Saber, em 2018 e no ano passado. O projeto é uma iniciativa da Fundação Gazeta – Jornalista Francisco José Frantz, com realização da Gazeta Grupo de Comunicações, patrocínio do Município de Santa Cruz do Sul e suporte pedagógico da Secretaria Municipal de Educação, 6ª Coordenadoria Regional de Educação (6ª CRE) e Conexões Unisc.

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Mudanças acompanhadas de perto

Morador do local desde 1989, o mecânico Renato Voegel, 55 anos, acompanhou as mudanças do bairro, como asfaltamento das ruas, paisagem e alteração do nome. “Quando vim morar aqui, ainda se chamava Vila Nova e as ruas não eram asfaltadas. Além disso, grande parte da área era de mata”, relembra.

Nestor é um dos clientes da mecânica de Renato

Ele ressalta que, apesar da troca de nome, não ocorreram mudanças significativas. “Percebo que a população aumentou, e melhorou o acesso aos mercados e paradas de ônibus.” Desde 2018, Voegel passou a morar em Cerro Alegre, mas suas filhas Laura e Luana residem no bairro, onde ele mantém seu trabalho.

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Dono de uma mecânica, Voegel realiza manutenção de carros e caminhões e pinturas. “Antigamente, eu também reformava tratores de uma empresa aqui da cidade para revenda.” O estabelecimento serve para formação de novas amizades, que recomendam o serviço de Voegel para outras pessoas. O amigo Nestor Behling, 55 anos, que mora no Bairro Faxinal Menino Deus, disse que soube do trabalho por terceiros. “Me recomendaram o serviço dele, e eu gostei do resultado. Por isso, quando precisar, eu vou até ele.”

Mais atenção à vida do bairro

O Bairro Castelo Branco não é considerado vulnerável, mas sempre está atento às campanhas de cunho social, como arrecadação de roupas e alimentos, que são doados para outras comunidades.

Muitas ações sociais são desenvolvidas na Emef Normélio Boettcher, local que também recebe demandas dos moradores do bairro, como um olhar mais especial da Prefeitura para a realização de atividades de integração e algumas melhorias, como uma praça de lazer estruturada.

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O Castelo Branco não conta com igreja ou posto de saúde, e busca esses suportes nos bairros dos arredores. Há uma praça pequena no local, entre as ruas Passo Fundo e Cachoeira e a Travessa São Sepé. Conta com um campo de futebol e um equipamento recreativo.

O uso do campinho de futebol é um problema para os moradores. Como ele fica próximo de torres de energia, algumas pessoas não querem que os seus filhos brinquem no espaço. Essa situação motiva pedidos de melhorias na atual praça, visto que não existe nenhum outro local para lazer. A instalação de equipamentos de ginástica é um desejo da comunidade. 

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