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ACI elege novo presidente e reforça importância da entidade

Foto: Lauri Pretzel

A Associação Comercial e Industrial de Santa Cruz do Sul (ACI) deu sequência, no início da noite desta segunda-feira, 29, na sede da entidade, a uma tradição das últimas diretorias. Elegeu, em chapa única e por aclamação, o atual vice-presidente Cesar Cechinato como gestor da entidade para o próximo biênio, tendo como vice Paulo Roberto de Sousa Bigolin.

O atual presidente, Gabriel Haas Borba, viu, desde que assumiu, em janeiro de 2020, a necessidade de readequação do planejamento. Logo no início das atividades da gestão, deparou-se com o estabelecimento de um estado pandêmico. “Tínhamos um planejamento forte, com ações, trouxemos o governador Eduardo Leite na posse, e acabou vindo a pandemia”, lamenta. As dificuldades aumentaram, o foco das ações tiveram de ser revistos, e a necessidade de uma entidade forte tornou-se ainda mais premente. Borba reforça que, em muitos momentos, a ACI agiu no intuito de evitar o fechamento dos estabelecimentos comerciais e a ampliação de protocolos restritivos. “Lutamos pelas empresas, passamos a realizar eventos on-line e, depois, híbridos”, acrescenta.

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A manutenção dos eventos com participação de pessoas influentes foi uma das tradições mantidas, mesmo que, no início, apenas à distância. “Trouxemos personalidades, até bilionários, e tivemos a presença do governador, novamente”, enfatiza Borba. Ele aponta iniciativas da gestão, como a primeira ação da Câmara de Arbitragem da ACI; remodelação do levantamento do patrimônio; a instituição do birô de crédito Quod, sendo a primeira cidade do Rio Grande do Sul a oferecer a modalidade de avaliação que analisa o histórico do comportamento do cliente; e a manutenção da presença da entidade na defesa da concessão da RSC-287, tendo acompanhado o leilão na bolsa, em São Paulo.

Borba acredita que a pandemia, que marcou toda a gestão dele, acelerou muitos processos no meio empresarial. “Quem iria digitalizar teve que agilizar, quem não tinha mais condições de seguir acabou fechando, muitos tiveram que mudar de ramo, mas muitos saíram fortalecidos”, explica.

Cechinato terá a missão de reaproximação com o associado

Gabriel Haas Borba acredita que o maior desafio do sucessor, Cesar Cechinato, será a reaproximação com o associado. “Os eventos presenciais traziam o sócio mais para perto”, justifica. Entende que os empreendedores querem participar e que o novo presidente conseguirá atender. Borba se manterá na diretoria, integrando o conselho deliberativo, mas adianta que tem intenção de estar mais com a família. “Durante a pandemia nasceu a minha segunda filha, que está com 1 ano e quatro meses, e quero estar mais próximo”, conta.

Cechinato reforça a necessidade dessa reaproximação, apontando que dá ainda maior relevância para a entidade. “Nos tornamos, a partir da defesa de nossas bandeiras, uma voz ouvida. Nos escutam em Porto Alegre e em Brasília, onde estão as forças políticas”, enfatiza. Acrescenta que a modernização, tanto da ACI quanto dos empreendedores, é um passo importante a ser dado. “Será uma constante a busca pela atenção ao chamado custo Brasil. Faz 40 anos que crescemos abaixo dos outros países graças a esse custo”, justifica.

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O novo presidente defende ações que busquem readequação ao custo de logística, tributação e outros aspectos que dificultam empreender no país. Ressalta a prioridade por um tema, que tem sido pauta dos eventos realizados pela ACI: a inovação. “Devemos estar em sinergia entre as hélices: poder público, setor privado, universidade e sociedade, para desenvolvermos a inovação, que é a palavra de ordem”, diz. Cita como exemplo positivo o debate proporcionado pelo Tá na Hora, que teve a participação do secretário estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luís Lamb. Assim, ações devem ser tomadas em parceria com outros segmentos para o incremento de ideias inovadoras.

Perfil dos eleitos

  • Cesar Antônio Cechinato atua como consultor empresarial. É graduado em Direito (UNISC) e possui MBA em Gestão Empresarial (FGV-RJ) e Marketing (ESPM-RS). Foi executivo de empresas como Itaú, Mor e Banrisul. Na esfera pública, foi Procurador Geral do município e Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Santa Cruz do Sul. Na ACI, contribuiu em diversas funções em seis gestões diferentes.
  • Paulo Roberto de Sousa Bigolin é advogado e contador. Sócio da Roesler Advogados Associados é pós-graduado em Direito Tributário e Direito Empresarial, com mestrado em Direito de Empresa e Negócios. Integrou a diretoria da ACI nas duas últimas gestões e é atual Diretor de Arbitragem da entidade.

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