Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Publicidade

Meio ambiente

Agerst cobra explicações da Corsan após morte de peixes no Lago Telmo Kirst

Foto: Reprodução/WhatsApp

A morte de cerca de 80 peixes no Lago Telmo Kirst, em Santa Cruz do Sul, entrou na pauta da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Cruz do Sul (Agerst). O episódio voltou a chamar a atenção para um problema que já havia sido registrado no local no ano passado, mas desta vez com uma quantidade maior de animais mortos.

A principal preocupação apresentada durante reunião do conselho diretor da agência não está necessariamente relacionada à causa da mortandade, mas à demora para retirar os peixes da água. Segundo os relatos apresentados na reunião, mesmo depois de a Corsan ser informada sobre o problema, os animais permaneceram no lago por cerca de 15 a 20 dias.

A situação provocou críticas pela repercussão que pode causar em um dos principais espaços de lazer do município. O lago é frequentado por moradores e turistas e, conforme os integrantes da agência reguladora, a presença prolongada dos peixes mortos provocou mau cheiro e afetou a imagem do local.

Publicidade

Agência quer saber a causa da mortandade

A Agerst notificou a Corsan para que a concessionária apresente explicações e dados sobre a qualidade da água. A intenção é verificar se houve algum problema de contaminação ou outro fator relacionado à qualidade do lago que possa ter provocado a morte dos animais.

Durante a reunião, foi lembrado que situações semelhantes já haviam ocorrido anteriormente. A possibilidade de uma causa natural também foi levantada, principalmente em razão de mudanças bruscas na temperatura da água, que podem provocar a morte de peixes.

A agência, no entanto, pretende obter dados antes de apontar uma causa para o episódio. A Corsan pediu mais 15 dias para apresentar uma resposta formal à notificação.

Publicidade

Demora para retirar peixes gera críticas

A permanência dos animais mortos no lago por duas a três semanas foi o ponto que provocou a reação mais forte durante a discussão.

Segundo um dos integrantes da Agerst, mesmo que a mortandade tenha ocorrido por uma causa pontual, a retirada dos peixes deveria ter sido feita rapidamente. A avaliação é de que a medida seria simples e evitaria o mau cheiro e a repercussão negativa entre os frequentadores.

Publicidade

A situação também ganhou força nas redes sociais, com visitantes do local encaminhando fotos e vídeos dos peixes mortos. A avaliação apresentada na reunião é de que a demora pode alimentar especulações sobre a qualidade da água e gerar uma percepção negativa maior do que o problema original.

Coletas serão encaminhadas ao Ministério Público

A Corsan encaminhou à Agerst um relatório com informações sobre as datas em que foram realizadas coletas de água no Lago Telmo Kirst. Os dados serão encaminhados ao Ministério Público, que também acompanha a questão relacionada à qualidade da água e às algas no local.

A Agerst deve analisar os resultados das coletas antes de concluir se houve alguma alteração na água capaz de explicar a mortandade dos peixes. A concessionária ainda terá o prazo adicional de 15 dias solicitado à agência para apresentar os esclarecimentos.

Publicidade

O que diz a Corsan

A reportagem questionou a Corsan sobre a situação. A companhia se manifestou por meio de nota. Confira na íntegra:

A Corsan utiliza o Lago Telmo Kirst como manancial exclusivamente para a captação de água destinada ao abastecimento de Santa Cruz do Sul.

Por ser fonte de abastecimento, a qualidade da água bruta captada é monitorada permanentemente. No período em que foi registrada a mortandade de peixes, no final de julho, a Corsan intensificou esse acompanhamento e realizou análises que não identificaram alterações significativas nos parâmetros monitorados que pudessem comprometer o fornecimento de água para população.

Publicidade

Sempre que as características da água bruta apresentam alguma alteração, o processo de tratamento é ajustado tecnicamente para garantir a qualidade da água distribuída. A água que chega à população passa por todas as etapas de tratamento e atende aos padrões de potabilidade estabelecidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021.

A Corsan segue monitorando o manancial e adotando os controles necessários para assegurar a qualidade e a segurança do abastecimento em Santa Cruz do Sul.

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.