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MONTE ALVERNE

Agricultor acumula prejuízos por causa de problemas na tensão elétrica

Foto: Rafaelly Machado

Scheibler mostra folhas de tabaco que se soltaram dos grampos na estufa, que só pode ser usada à noite, quando a potência melhora

Morador da Linha Justo Rangel, em Monte Alverne, no interior de Santa Cruz do Sul, o agricultor Altair Luis Scheibler enfrenta dificuldades na propriedade rural pela falta de potência na rede elétrica. Ele fixou residência no local em julho do ano passado, quando saiu de Linha Chaves. Desde outubro de 2020, tem problemas com o fornecimento de energia.

De acordo com Scheibler, reclamações foram realizadas presencialmente na RGE. Um laudo particular comprovou que a tensão chegava a 156 volts, no máximo, quando deveria atingir 220. Ele alega que medições da própria RGE apontaram tensão de 144 volts, e a empresa deveria instalar um transformador se ela estivesse abaixo de 150. Segundo o agricultor, a concessionária teria colocado 155 volts no documento oficial, acima do que foi registrado.

Com essa situação, Scheibler acumula prejuízos. Em alguns dias, a potência necessária para o uso da estufa de tabaco é alcançada somente à noite. Dessa maneira, folhas caem dos grampos. No ano passado, o prejuízo foi de 200 arrobas. O produtor mantém 35 mil pés de tabaco em 2,5 hectares.

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Fora isso, ele já precisou consertar um compressor queimado. “O atendimento prestado pela RGE é horrível. Nosso consumo dobra com essa situação. Para a RGE está bom, acaba ganhando mais. O prejuízo fica para o agricultor”, ressaltou.

Por causa das falhas na energia, Scheibler ainda não instalou o ar-condicionado na casa, o que seria necessário para a mãe, com a saúde debilitada, ter um conforto maior nos dias quentes. Outras máquinas, como o picador de pasto, ainda não puderam ser utilizadas. Se outros motores são acionados na vizinhança, as luzes piscam e não é possível nem mesmo ligar o chuveiro.

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RGE diz que a queixa é “improcedente”

A RGE declarou em nota que a rede de distribuição de energia elétrica da região opera dentro da normalidade. Para o cliente informado, a empresa executou um atendimento no dia 3 de novembro, quando foi instalado um equipamento registrador de tensão. O aparelho ficou ligado por oito dias monitorando a rede do consumidor em específico. De acordo com as medições desse período, a tensão permaneceu dentro dos critérios regulatórios e a queixa do cliente foi classificada como improcedente. A empresa sugere que ele procure um profissional da área para verificação da instalação elétrica interna da sua residência.

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