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TRANSTORNOS

Após danos causados pelo temporal, Prefeitura de Rio Pardo assina decreto de emergência

Foto: Inor Assmann

Escola Barro Vermelho teve seu telhado arrancado pelo vento em Ramiz Galvão

O prefeito Rogério Monteiro assinou o decreto de emergência em razão dos estragos do temporal da última quinta-feira, 6. O ato deve ser publicado nesta segunda-feira, 10, no Diário Oficial. A Prefeitura ainda calcula o prejuízo total, mas as equipes já atenderam cerca de 200 ocorrências.

A tempestade causou grandes danos em ao menos duas estruturas públicas. O vento arrancou o telhado da Escola Estadual Barro Vermelho, no Bairro Ramiz Galvão. Já a Defesa Civil precisou isolar parte do Hospital Regional do Vale do Rio Pardo devido aos estragos na estrutura.

Na escola, a direção deve migrar as aulas para o formato on-line nos próximos dias, segundo informações extraoficiais. O setor de Obras da Secretaria de Educação vai avaliar os prejuízos para definir a reconstrução da cobertura.

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Já a casa de saúde firmou parceria com o Município e deslocou parte da equipe para prestar atendimentos de urgência e emergência na unidade do Bairro Fortaleza, que agora opera 24 horas.

O posto encaminha ao hospital os procedimentos de maior complexidade, mantendo uma ambulância de prontidão no local. Já as gestantes passam por triagem na casa de saúde e seguem para Santa Cruz do Sul quando necessário.

O decreto permite à Prefeitura buscar verbas públicas e acelerar as medidas de socorro e apoio aos atingidos.

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“Em 43 anos nunca vi isso”

Vizinha da Escola Estadual Barro Vermelho, na Avenida dos Ferroviários, em Ramiz Galvão, Liris Reimann lembra dos poucos minutos de intenso vento no início da noite de quinta-feira. Foram momentos de pavor, devido ao barulho alto das folhas de zinco sendo arrancadas do telhado da instituição de ensino.

O material foi jogado contra uma árvore, que impediu atingir residências, e parte cobriu uma parada de ônibus, que fica na frente da escola. Telhas foram localizadas em outras ruas. Enquanto os moradores acompanharam impressionados a situação, alunos viveram momentos de tensão, pois estavam dentro da estrutura no aguardo do início da aula. Ficaram lá até que fosse desligada a corrente elétrica dos fios, que caíram no pátio do colégio.

A casa de Liris e de um vizinho também foram atingidas. Em ambas, telhas das garagens foram arrancadas, mas sem maiores danos, nem feridos. “Foram cinco minutos de vento. Em 43 anos que moro aqui nunca vi isso. Geralmente, atingia a escola por trás”, relembra.

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Liris ouviu barulho do zinco arrancado | Foto: Inor Assmann

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