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Transportes

Após tragédia no Líbano, Estado vai inspecionar portos

Ação avalia condições de armazenamento e movimentação de produtos perigosos nas instalações públicas e privadas de portos no RS

A tragédia causada pela explosão na zona portuária de Beirute, no Líbano, fez o governo do Rio Grande do Sul iniciar uma auditoria nos portos públicos do Rio Grande do Sul. As inspeções são realizadas nos complexos de Porto Alegre, Rio Grande, Pelotas e Cachoeira do Sul.

A determinação do secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, é de que sejam avaliadas as condições de armazenamento e movimentação de produtos perigosos nas instalações públicas e privadas. “Precisamos nos certificar de que materiais líquidos, sólidos e inflamáveis estão sendo acomodados e transportados com toda a segurança”, afirma o titular da pasta. “É fundamental estabelecermos ações preventivas e de fiscalização, para não darmos margem a acidentes como o de Beirute”, acrescenta Costella.

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A auditoria, sob responsabilidade da Superintendência dos Portos do Rio Grande do Sul, apura, ainda, a situação das licenças e autorizações ambientais para o transporte e manejo das cargas. Será conferida, também, a validade dos Planos de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI) dos complexos portuários.

De acordo com o superintendente dos Portos do Rio Grande do Sul, Fernando Estima, a substância química que possivelmente causou a explosão na capital do Líbano recebe atenção especial nas vistorias. “Já iniciamos o levantamento de todos os nossos terminais, principalmente quanto à utilização de nitrato de amônio e às condições de armazenagem do produto”, acrescenta. “As empresas estão respondendo muito bem à inspeção e esperamos concluir o relatório em sete dias.”

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Nessa quarta-feira, 5, a Superintendência dos Portos divulgou uma nota sobre a movimentação de nitrato de amônio em unidades portuárias gaúchas. Segundo a nota, só no porto de Rio Grande houve movimentação de 85 mil toneladas do produto em 2020. Pela unidade de Porto Alegre foram 18 mil toneladas. O acidente em Beirute teria sido causado por cerca de 2,7 mil toneladas da substância. A nota da superintendência destaca, ainda, que toda movimentação do nitrato de amônio, no Brasil, é controlada pelo Exército.

Com informações de Governo do Estado do RS

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