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Casos de “mal da vaca louca” não são risco à produção bovina, diz Organização de Saúde Animal

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) concluiu nessa segunda-feira, 6, que os dois casos de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), conhecida como o “mal da vaca louca”, detectados em frigoríficos de Minas Gerais e de Mato Grosso, não representam risco para a cadeia de produção bovina.Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os informes foram apresentados pelo Serviço Veterinário Oficial do Brasil.

Os casos ocorreram de forma independente e isolada e foram confirmados pelo laboratório de referência internacional da OIE, localizado no Canadá, na última sexta-feira, 3. De acordo com o ministério, “o Brasil mantém sua classificação como país de risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos”.

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Entenda o caso

Dois casos atípicos de “mal da vaca louca” foram identificados em frigoríficos de Nova Canaã do Norte (MT) e de Belo Horizonte. A confirmação foi pelo laboratório de referência da OIE, em Alberta, no Canadá. Os dois casos atípicos, um em cada estabelecimento, foram detectados durante a inspeção realizada antes do abate dos animais. “Trata-se de vacas de descarte que apresentavam idade avançada e que estavam em decúbito [deitadas] nos currais”, explicou o Ministério da Agricultura, por meio de nota.

No sábado, 4, a pasta confirmou que os casos estavam sendo investigados e, por protocolo, anunciou que as exportações de carne bovina para a China estavam suspensas. A medida ficará em vigor até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações já repassadas sobre os casos.

O país asiático é o principal destino da carne brasileira, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). No mês de julho foram exportadas 91.144 toneladas do produto, crescimento de 11,2% em relação ao mesmo mês de 2020, com alta de 19,1% nas receitas, somando US$ 525,5 milhões. No acumulado de janeiro a julho de 2021, os embarques para a China já somam 490 mil toneladas e receitas de US$ 2,493 bilhões, crescimento de 8,6% e 13,8%, respectivamente, no comparativo com o mesmo período de 2020.

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