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Cesta básica sobe 5,5% e fica R$ 37,26 mais cara em um mês em Santa Cruz

Foto: Alencar da Rosa

Impulsionada pelo encarecimento de itens básicos do prato do brasileiro, como o tomate e o pão francês, a cesta básica nacional em Santa Cruz do Sul registrou uma forte alta de 5,487% entre maio e junho deste ano. O custo do conjunto de 13 alimentos essenciais saltou de R$ 678,96 para R$ 716,22, o que representa um acréscimo nominal de R$ 37,26 em apenas um mês.

Os dados são do boletim divulgado nessa quarta-feira, 3, pelo Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas (Cepe) da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). O avanço acentua a pressão sobre o orçamento das famílias locais no primeiro semestre: a variação acumulada apenas em 2026 já atinge 12,512%, uma elevação de R$ 79,65. O índice acumulado no ano já supera com folga a variação dos últimos 12 meses, que ficou em 3,541% frente a junho de 2025.

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Dos 13 produtos que compõem a pesquisa, oito registraram alta. O principal vilão do mês foi o tomate, com impacto de 3,804%, estendendo uma trajetória de encarecimento iniciada em março. O pão francês (contribuição de 1,576%) e a batata inglesa (0,726% – que já acumulava altas em abril e maio) completam a lista de maiores pressões. Na outra ponta, o café moído (-0,422%) e a banana (-0,377%) atuaram como leves freios na alta de junho.

Impacto no bolso e poder de compra

A disparada de preços penaliza diretamente o trabalhador de baixa renda. Para adquirir os mesmos 13 produtos básicos, o cidadão que recebe um salário mínimo precisou empenhar 97,205 horas de sua jornada de trabalho neste início de junho. O esforço representa 5,06 horas a mais de labor do que o exigido no mês de maio.

Com base na metodologia do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que calcula o poder de compra do piso nacional frente aos preceitos de bem-estar previstos na Constituição e no Decreto-Lei nº 399 de 1938, o Cepe aponta um descompasso estrutural.

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Para sustentar uma família composta por dois adultos e duas crianças na região, o salário mínimo necessário em maio deveria ter sido de R$ 5.971,85. O valor ideal calculado é 3,68 vezes maior do que o salário mínimo atualmente vigente no País.

Os pesquisadores do Cepe ressaltam que o levantamento, realizado nas principais redes de supermercados do município, reflete os preços e ofertas vigentes estritamente no dia da coleta, evidenciando a forte dinamicidade de preços que tem marcado a economia local nos primeiros meses do ano.

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Como ficaram os preços

ProdutoQuantidade média5 de maio3 de junhoVariação
Arroz3 kgR$ 16,22R$ 16,501,6904%
Açúcar3 kgR$ 11,89R$ 11,26-5,3111%
Banana6,3 kgR$ 39,38R$ 36,82-6,5132%
Banha0,9 kgR$ 16,94R$ 16,76-1,0763%
Batata Inglesa6 kgR$ 41,19R$ 46,1211,9647%
Café moído0,6 kgR$ 38,78R$ 35,91-7,3898%
Carne bovina6,6 kgR$ 259,53R$ 257,38-0,8275%
Farinha de trigo1,5 kgR$ 6,20R$ 6,240,5885%
Feijão preto4,5 kgR$ 32,02R$ 33,695,2220%
Leite7,5 lR$ 39,80R$ 41,604,5226%
Margarina0,75 kgR$ 15,68R$ 16,092,5624%
Pão francês6 kgR$ 76,51R$ 87,2113,9900%
Tomate9 kgR$ 84,76R$ 110,5930,4736%
TOTAL  R$ 678,96R$ 716,225,4870%

Fonte: Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc)

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