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inflação

Cesta básica sobe 7,5% em um mês e vai a R$ 710,00 em Santa Cruz

Foto: Rodrigo Assmann/Banco de Imagens

O custo da cesta básica nacional em Santa Cruz do Sul registrou uma forte alta de 7,54% entre 5 de agosto e 2 de setembro, impulsionado pelo encarecimento de itens essenciais como tomate, carne bovina e batata-inglesa. Com a elevação de R$ 49,77 no período, o conjunto de 13 produtos essenciais passou a custar R$ 710,00, ante R$ 660,23 no levantamento anterior. Os dados foram divulgados nessa quarta-feira, 2, pelo Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).

A disparada no mês foi puxada principalmente pela reviravolta nos preços do tomate (impacto positivo de 3,98%) e da batata-inglesa (1,10%), que interromperam uma trajetória de queda observada nos dois meses anteriores. A carne bovina também pressionou o orçamento das famílias, com contribuição de 2,80% no índice geral. Dos 13 itens pesquisados, sete ficaram mais caros, cinco registraram recuo – com destaque para banana (-0,17%), margarina (-0,10%) e banha (-0,10%) – e o pão francês manteve o preço estável pelo segundo mês consecutivo.

Com o encarecimento de setembro, a cesta básica acumula alta de 11,54% no ano de 2026, o que representa um acréscimo de R$ 73,43 no bolso do consumidor. Quando comparado ao valor praticado em setembro de 2025, o indicador acumula variação de 11,22% nos últimos 12 meses (uma elevação acumulada de R$ 71,64). A alta acima de dois dígitos no ano consolida uma perda expressiva no poder de compra do trabalhador gaúcho no período pós-inverno.

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O impacto da inflação dos alimentos reflete diretamente no tempo de trabalho necessário para cobrir as despesas básicas. Um trabalhador local remunerado pelo salário mínimo nacional precisou dedicar 96,36 horas de sua jornada mensal para adquirir a cesta em setembro – um esforço adicional de 6,75 horas em comparação com as exigências do mês de agosto.

Como ficaram os preços

Poder de compra e metodologia

Aplicando a metodologia do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aos custos apurados pela Unisc, o salário mínimo necessário em Santa Cruz do Sul para sustentar uma família de dois adultos e duas crianças deveria ter sido de R$ 5.920,00 neste início de setembro. O valor equivale a 3,65 vezes o salário mínimo vigente.

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A pesquisa baseia-se no decreto-lei 399/1938, que regulamenta a lei do salário mínimo e determina a quantidade de alimentos necessária para o sustento de um trabalhador adulto.

O levantamento reflete os preços praticados nos principais supermercados do município no dia do estudo, considerando ofertas e disponibilidade do momento.

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