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Chuva como a dessa quinta pode se repetir nos próximos dias

A chuva que ocorreu no fim da tarde e entrou a noite dessa quinta-feira, 28, com 108 milímetros de precipitação em cerca de uma hora na área central de Santa Cruz do Sul, ainda pode se repetir nos próximos dias. Rajadas de vento, chuva forte, raios e até granizo estão na previsão.

A meteorologista da MetSul, Estael Sias explica que há vários dias o canal de umidade da Amazônia – os chamados rios voadores -, está voltado para o Sul do país. “Isso não é normal no verão, ocorre mais no inverno, associada a passagens de frentes frias.”

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Além disso, uma massa de ar seco está dentro do continente e não afastada no oceano, que seria normal neste período. “O sistema de alta pressão atmosférica e a massa de ar seco não permitem que as frentes frias possam chegar até o sudeste do país e se conectar com a umidade da Amazônia, desviando para o sul do Brasil e favorecendo chuva acima da média. Teremos médias históricas.”

Ela diz que nessa quinta-feira, especificamente, ocorreu uma queda na pressão atmosférica, associada com o canal de umidade e o calor que passou dos 30 graus. “Essa associação favorece o levantamento de ar e forma nuvens mais carregadas. Foi uma formação rápida ao longo da tarde. A taxa de precipitação em alguns momentos a média foi de 200 milímetros, quer dizer que se chovesse isso em uma hora, seria batido a média para o mês no Vale do Rio Pardo, que é de 160 milímetros. Essa água não tem como escoar na área urbana.”

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Mais chuva
A meteorologista adianta que ainda teremos mais uma semana com essa condição. “Sábado e domingo, outro sistema de baixa pressão que está sobre o Uruguai trará impacto ao Estado. A atmosfera está instável e propícia para mais chuva.”

Há possibilidade de rajadas de vento, raios e até granizo. “No final de semana teremos uma frente fria que agrava a situação, associado ao sistema de baixa pressão deve trazer episódios de chuva forte no Estado em curto espaço de tempo.” Ela orienta que a comunidade fique atenta aos alertas encaminhados pelos órgãos que tratam sobre o assunto. Neles é possível saber quais os locais que serão mais afetados.”

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