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Futurismo & INOVAÇÃO

Cidades sem carros

Santa Cruz é uma cidade próspera. É lindo assistir ao florescer da cidade por todos os lados e como nossa região se destaca no cenário do Sul do País. Todo crescimento tem um custo e, quando não bem planejado, gera desperdício, atraso e desordem. Além de planejamento, o engajamento coletivo da sociedade é fundamental.

O centro da nossa cidade vem se tornando cada vez mais encantador. Ruas conceito, bares, restaurantes, lojas, praças, o comércio tradicional e o contemporâneo lado a lado e muita vida colorida e abundante brotando por todos os lados. Não precisamos viajar para ver coisas diferentes, elas vêm para nossa cidade de diferentes formas e a conectividade possibilitou que o mundo funcionasse sem fronteiras territoriais.

Novos problemas surgem e precisam de endereçamento, para não atrapalhar a vida enquanto transbordamos como sociedade. Mobilidade urbana é uma das grandes preocupações do mundo e urbanistas e ambientalistas já anunciam que grandes metrópoles precisarão existir sem carros e demais cidades com o mínimo possível de carros circulando. No entanto, temos cada vez mais carros, menos estacionamento, mais trânsito e mais poluição, o que vai totalmente contra a direção sustentável que o mundo agora nos impõe.

Segundo o College University de Londres, teremos que substituir os carros nas próximas décadas por transporte público moderno e transporte alternativo. Essa é uma grande tendência do futuro. As cidades não podem mais ser construídas em cima de hábitos antigos ou adaptando a infraestrutura por causa do número de carros dos habitantes. Em algum momento, tudo trava, inclusive o crescimento. O uso do subsolo e do espaço aéreo será crucial para que a mobilidade urbana seja possível.

Todos os atores do nosso sistema precisam trabalhar juntos para orquestrar os desafios que o crescimento causa. Será cada vez mais impossível estacionar na porta da loja ou estacionar nos centros comerciais gratuitamente. Espaço limitado é um problema de todas as cidades e a expansão dos centros ainda é possível, mas ela também vem transferindo o problema para outro local apenas, sem resolver a causa em si.

Os governos precisam adaptar a infraestrutura com agilidade e responsabilidade. Os empresários precisam colaborar e entender que, para que tudo fique melhor, há um período em que é preciso perder um pouco para ganhar depois. Ser capaz de adiar a recompensa é característica de quem tem sucesso a longo prazo.

Vivemos uma época em que o ganho coletivo precisa ser maior que o individual. Para o comércio, mais vale pedestres andando na rua do que carros desfilando e estacionados em frente às vitrines das lojas.
O progresso é inevitável, a negação ou a reclamação é inútil. Todos temos responsabilidade. O tempo de um carro por pessoa, parado um dia inteiro na rua, talvez já tenha passado. Viver como vivemos até agora já não é mais possível.

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