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Como fica a vida sexual durante a menopausa?

Ginecologista e obstetra, Claise Maria Raddatz

O quão importante é o sexo na sua vida? Essa reposta pode variar muito, considerando saúde, desejo sexual, idade, rotina, relacionamentos e as mais diferentes visões sobre a relevância do sexo para cada um. É preciso que se discuta, no entanto, a importância de uma vida sexual ativa e saudável ao passar por um marco importante na vida de qualquer mulher, ainda que ele seja um tabu: a menopausa. Enquanto a palavra é sinônimo de reclusão sexual para muitas pessoas, ela pode (e deve) significar um momento de viver novas experiências e de adaptação, acima de tudo.

Antes que se entre no cerne da questão, porém, é preciso entender as mudanças que acontecem com o corpo e a mente neste período. A médica ginecologista e obstetra Claise Maria Raddatz explica que as definições de “menopausa” e de “climatério” são diferentes, embora comumente confundidas. “Menopausa é a última menstruação, e o climatério é o nome que se dá para descrever a transição fisiológica do período reprodutivo para o não reprodutivo na mulher”, diz a profissional, que também atua como sexóloga, terapeuta de casais, psicossomática e analista junguiana.

É possível

A chegada dos sintomas não significa deixar as relações sexuais de lado, segundo a profissional. “Muito pelo contrário, esta fase deve tornar os casais mais criativos em suas relações, e mais profundos e significativos os seus afetos”, comenta. “Experimentar e experienciar novas formas de se relacionar, incrementar as preliminares como forma de enriquecer o conhecimento corporal de si e do outro. A carícia como essencial para a demonstração do interesse e amor que um nutre pelo outro”.

É importante, ainda de acordo com a médica, procurar um profissional ginecologista de confiança aos primeiros sinais da menopausa, para que seja possível tratar os sintomas e entender as mudanças. Com esses pontos em mente, é possível unir um envelhecer feliz e saudável com a continuidade da vida sexual, do desejo e de diferentes vivências sexuais. “Eu estou certa de que o amor e o carinho são absolutamente necessários para a mulher climatérica”, ressalta Claise. “É preciso ficar atenta para autossabotagens que podem aparecer e nos desviar do caminho da plenitude madura. Não deixar de pedir ajuda a um profissional caso a sua vida não lhe esteja dando satisfação”.

Processo natural

A menopausa, que geralmente acontece em torno dos 50 anos, marca a insuficiência dos ovários, que deixam de produzir os hormônios estrógeno e progesterona. O marco acontece no processo natural de envelhecimento e pode afetar não só aspectos físicos, mas também psicológicos da pessoa que até então menstruava regularmente. Os sintomas do climatério, segundo Claise, são gradativos. O mais famoso é o “calorão” – oficialmente chamado de fogacho.

Ao mesmo tempo em que o corpo reage às mudanças, a saúde mental é afetada: os sintomas psicológicos podem variar, sendo comuns irritabilidade e insônia, chegando até a depressão. “Vai depender de como a pessoa lida com esta nova fase de sua vida. A aceitação e o reconhecimento desta nova condição de vida são fundamentais para minimizar os sintomas naturais do envelhecimento”.

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Ainda há, claro, os sintomas que afetam diretamente a vida sexual. “O desejo sexual diminui, assim como a lubrificação, para se chegar ao orgasmo leva mais tempo e a sensação orgástica é menos intensa e mais rápida. Por conta disso, as relações sexuais vão diminuindo na frequência, e o uso de lubrificantes vaginais torna-se necessário para evitar o desconforto que a secura vaginal pode ocasionar durante a penetração”, explica a ginecologista.

Os sintomas mais comuns

  • Pele seca
  • Distúrbios mentais
  • Fogachos
  • Suores noturnos
  • Palpitações
  • Metabolismo mais lento
  • Osteoporose
  • Hirsutismo (aumento de pelos no rosto)
  • Secura vaginal e alisamento da mucosa
  • Diminuição do desejo sexual
  • Flacidez mamária, devido à liposubstituição da glândula
  • Desconforto nas relações sexuais
  • Irritabilidade
  • Insônia

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