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Como usar o ar-condicionado com economia

Nestes dias de calor, é quase impossível abrir mão do ar-condicionado. Em dias mais quentes, seu uso chega a ser ininterrupto, seja em casa, seja no trabalho. Contudo, esse conforto acaba saindo caro quando chega a conta de luz. Há, no entanto, maneiras de reduzir o consumo de energia pelo aparelho sem ter que deixar de usá-lo. Medidas simples podem gerar economia além de auxiliar o meio-ambiente. 

Anildo Ritzel, tecnólogo em máquinas e equipamentos, explica como é possível economizar. Uma das primeiras coisas que devem ser levadas em conta é o modelo de ar-condicionado. O ideal é que um técnico capacitado avalie o cômodo onde será instalado o aparelho. A partir do tamanho e das condições físicas do local será possível avaliar a capacidade ideal, conforme os BTUs, para o ambiente. Um modelo com capacidade maior que a necessária vai gerar gastos em vão. Além disso, Ritzel ressalta que os modelos Split são os mais econômicos.

Outro aspecto importante é a temperatura. Quanto mais baixa a regulagem dela no aparelho, mais energia elétrica será consumida. A variação de um grau já altera o valor a ser gasto. Para a regulagem da temperatura, o modo “sleep” ou “dormir” tem uma função eficiente. Geralmente utilizado durante a noite, ele acrescenta um grau de temperatura a cada hora. Assim, ao amanhecer, a temperatura inteira do ambiente estará quase idêntica à externa.

“Durante o dia, a regulagem deve ficar entre 23 e 26 graus, que representa o valor ideal para o conforto humano”, ressalta o tecnólogo. Em ambientes climatizados, é necessário manter portas e janelas fechadas o máximo possível, pois, além de impedir a propagação do ar resfriado, isso bloqueia a entrada do calor de fora no ambiente.

Filtros devem ser mantidos em condições apropriadas

Cuidados com o ar-condicionado também são essenciais para gerar economia. O proprietário de uma empresa de instalação de aparelhos refrigeradores, Joceli Greiner, afirma que a limpeza dos filtros é essencial e a periodicidade com que deve ser feita varia conforme o local. “Os filtros do ar-condicionado devem ser limpos no máximo a cada dois meses em residências. Já para hospitais, por exemplo, a demanda é de que seja feita a limpeza uma vez por semana”, explica Greiner.

Isso é necessário pois, com os filtros sujos, a passagem de ar é bloqueada, o que acarreta perda de eficiência energética. Além disso, a unidade externa – no caso do modelo Split – não deve ser instalada em lugares onde haja uma incidência solar grande e sem ventilação. Também é preciso considerar que, ao cuidar dessas condições físicas do ar-condicionado, faz-se bom uso dele, o que aumenta sua vida útil.

Valores de consumo variam

Durante um mesmo período de horas, o gasto em reais do consumo energético pode ser diferente para dois aparelhos, pois o valor varia conforme a capacidade que cada ar-condicionado apresenta. Segundo Joceli Greiner, um equipamento com capacidade de 9 mil BTUs funcionando durante oito horas gera um gasto de R$ 2,60. Para um aparelho de 12 mil BTUs ligado no mesmo período, a despesa chega a ser 30% maior.

Outra opção

“Pelos aumentos constantes nas tarifas de energia, o ideal é instalar geração própria de energia através de painéis solares fotovoltaicos, que obtêm um resultado excelente”, afirma Anildo Ritzel. Embora os painéis fotovoltaicos sejam um investimento alto a se fazer, o custo-benefício compensa a longo prazo. Eles funcionam por meio da captação de energia solar, que é posteriormente convertida em energia elétrica com custo quase zero. Por isso, depois da instalação, pode ser eliminada a preocupação de gasto excessivo na conta de luz.

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