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SAÚDE

Conexa-Vales marca início da transformação digital do SUS

Lançamento ocorreu nessa sexta-feira com a presença de dirigentes da região. Fotos: Carolina Appel

A transformação digital da saúde pública ganhou força com o lançamento, nessa sexta-feira, 24, do programa Conexa-Vales. O evento, realizado na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), apresentou a proposta de qualificar o SUS por meio de tecnologia, integração de dados e capacitação profissional.

A iniciativa abrange a Macrorregião de Saúde Vales (13ª, 8ª e 16ª CRSs), beneficiando 62 municípios e mais de 928 mil habitantes. O projeto faz parte da estratégia federal SUS Digital, articulada pelos ministérios da Saúde e da Educação.

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A implementação regional resulta de uma parceria entre a Prefeitura de Rio Pardo e a Unisc, estruturada em etapas de diagnóstico, formação e desenvolvimento de soluções. O objetivo é conectar sistemas e otimizar o fluxo de informações na rede pública, impactando diretamente o atendimento. “Não falamos apenas de tecnologia ou sistemas, mas de organização do cuidado, acesso e informação na hora certa”, afirmou a secretária de Saúde de Rio Pardo, Verônica Lima.

Segundo ela, a expectativa é reduzir filas e trazer mais resolutividade para os encaminhamentos. Rio Pardo gere o recurso federal de aproximadamente R$ 1 milhão destinado para o projeto, conforme a titular da 13ª Coordenadoria Regional de Saúde, Mariluce Reis. A partir desse formato, haverá a execução junto à universidade e às demais coordenadorias.

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Primeira etapa envolve o treinamento das equipes

Coordenado pela professora do Departamento de Ciências da Saúde da Unisc, Janine Koepp, o Conexa-Vales será desenvolvido em etapas. A primeira delas, iniciada com o lançamento, é voltada ao letramento digital dos profissionais da saúde.

“Os 62 municípios serão abordados em relação ao SUS Digital. Vamos trabalhar com eles a partir de um diagnóstico das suas necessidades, do índice de maturidade digital. Depois disso vamos promover capacitações nos municípios”, explicou a professora.

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Na sequência, o projeto prevê o desenvolvimento de soluções tecnológicas específicas para cada realidade local e, por fim, a integração dos sistemas de saúde, permitindo que diferentes níveis de atendimento compartilhem informações. “Quando ele chegar na terceira etapa da interoperabilidade, esperamos que o sistema se converse. Com isso ocorrendo,  vamos conseguir diminuir o gasto de recursos”, detalhou Janine.

Ela exemplifica que, atualmente, a falta de integração gera retrabalho e custos adicionais. “Hoje a pessoa faz um raio-x na atenção básica. Quando interna num hospital, vai repetir esse raio-x, porque o atendimento feito na atenção básica não se interliga com o sistema.”

Janine Koepp: “Os 62 municípios serão abordados em relação ao SUS Digital. Vamos trabalhar com eles a partir de um diagnóstico das suas necessidades, do índice de maturidade digital.”

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Usuários ganham mais autonomia

Além de qualificar a gestão, a digitalização também deve impactar diretamente o acesso do cidadão às informações de saúde. Segundo Mariluce Reis, o sistema permitirá maior autonomia para o usuário. “O usuário vai poder ter mais facilidade em acessar as informações próprias dele. Então, poderá entrar no sistema e saber onde está a sua consulta, qual o tempo de espera”, afirmou.

Ela destaca que, embora o SUS já conte com sistemas digitais, a proposta é avançar na integração. A Macrorregião de Saúde Vales, segundo a coordenadora, é a primeira do Estado a iniciar a implementação do projeto nesse formato, o que, segundo ela, reforça o caráter inovador da iniciativa.

Mariluce Reis: “O usuário do sistema vai poder ter mais facilidade em acessar as informações próprias dele. Então, poderá entrar no sistema e saber onde está a sua consulta, qual o tempo de espera.”

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Profissionais da saúde terão papel estratégico

A secretária de Saúde de Rio Pardo, Verônica Lima, afirmou que apesar do avanço tecnológico, o sucesso do programa depende do envolvimento das equipes de saúde. “Tecnologia nenhuma resolve sozinha. Se não tiver gente comprometida, equipe engajada e vontade de fazer diferente, não tem sistema que dê conta”, destacou.

A vice-reitora da Unisc, Andreia Rosane de Moura Valim, também ressaltou a importância da qualificação dos profissionais para que a transformação digital se concretize. “Não adianta termos a melhor tecnologia se não tivermos condições de aprender para melhorar o nosso dia a dia.”

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Segundo ela, o projeto representa um momento estratégico para a saúde pública regional. “Nós vamos criar a diferença com esse projeto”, afirmou. Com previsão de execução ao longo dos próximos meses, o Conexa-Vales deve avançar gradualmente nas etapas previstas, com foco na melhoria dos processos e no fortalecimento da rede de atendimento.

Verônica Lima: “Tecnologia nenhuma resolve sozinha. Se não tiver gente comprometida, equipe engajada e vontade de fazer diferente, não tem sistema que dê conta.”

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