Vale do Rio Pardo 04/03/2021 15h19 Atualizado às 21h48

Amvarp decide por lockdown regional no final de semana

Em decisão unânime, prefeitos votaram pelo fechamento dos estabelecimentos não essenciais e pela restrição da circulação de pessoas nas ruas em toda a região

A fim de frear o avanço da pandemia, os prefeitos que integram a Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) decidiram, por unanimidade, decretar lockdown regional – termo em inglês que significa confinamento. A informação foi confirmada na tarde desta quinta-feira, 4, pelo presidente da Amvarp, o prefeito de Vale do Sol, Maiquel Silva, em entrevista à Rádio Gazeta.

De acordo com Silva, a medida foi tomada em virtude do rápido crescimento dos casos positivos de Covid-19 entre moradores da região, além das altas taxas de ocupação dos leitos de UTIs nos municípios, inclusive com superlotação. As regras são ainda mais rígidas dos que as propostas pela bandeira preta, já confirmada pelo governo do Estado para a próxima semana. “Se a gente não baixar esse número de casos positivados, pode ser que daqui a pouco até os estabelecimentos essenciais também terão que fechar”, explicou.

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O decreto de lockdown prevê o fechamento de todos os estabelecimentos e atividades não essenciais, além da restrição de circulação de pessoas nas ruas. De acordo com o prefeito, a paralisação das atividades deve ocorrer neste final de semana, entre a noite de sexta-feira, 5, e a manhã de segunda-feira, 8. Quanto aos horários, Maiquel explicou que ficam a critério de cada município.

“Santa Cruz e Venâncio Aires, por exemplo, têm a questão das indústrias fumageiras, que continuam funcionando. Então cada prefeito vai poder deliberar e decretar o horário dentro da sua particularidade municipal”, disse. “Essa flexibilização a gente deixa aberta para cada município.”

O presidente da Amvarp reforçou também que nos dias de lockdown as ações de fiscalização serão intensificadas, para que efetivamente o “recado seja dado” e para que a população se conscientize. “Lockdown funciona mais ou menos como um toque de recolher. É claro que não vamos intervir na circulação de pessoas que estão circulando em função de seus trabalhos essenciais, mas serve de alerta para que as pessoas saiam de casa somente em casos de extrema necessidade”, declarou.

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