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Coronavírus também gera epidemia de golpes

Foto: Alencar da Rosa

Cada vez mais criativos, os estelionatários estão se reinventando na hora de lesar cidadãos de bem. Segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 12,1 milhões de brasileiros sofreram algum tipo de golpe pela internet no ano passado. Além de épocas de maior movimentação de dinheiro, como Natal e Ano-Novo, os criminosos se prevalecem de oportunidades gerada por crises, como agora, com o coronavírus.

Conforme as estatísticas do SPC, mais da metade das pessoas perdeu dinheiro com as fraudes: em média, R$ 478,00 de prejuízo por vítima. De acordo com o estudo, a estimativa é que os golpes somaram R$ 1,8 bilhão em 2019. As fraudes mais comuns estão associadas a compras pela internet, onde três em cada dez pessoas relataram ter ficado com o nome negativado devido ao golpe. Além disso, uma em cada nove não conseguiu recuperar nenhuma parte da quantia perdida, mas 53% dos entrevistados na pesquisa têm esperança de reaver o dinheiro ou parte dele.

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A partir da pandemia surgiram novos golpes. Nessas fraudes os criminosos fazem uso de nomes de hospitais e serviços de saúde ou criam falsos cadastros de benefícios sociais. Também desenvolvem aplicativos maliciosos e divulgam falsas informações sobre o vírus. Confira nesta reportagem os principais golpes e orientações para não cair neles.

O conto do cadastro
Circulam via WhatsApp nos últimos dias mensagens com links (veja no quadro abaixo) que seriam para a solicitação do benefício de auxílio do governo federal. “Governo acaba de liberar o cadastramento do auxílio emergencial no valor de R$ 600,00 a R$ 1.200,00. O agendamento deve ser feito no APP oficial”, diz a mensagem, que ainda indica um falso prazo.

A mensagem é falsa e não deve ser compartilhada, pois trata-se de golpe. O que é verdade é que a Câmara dos Deputados aprovou na última quinta-feira o pagamento de um auxílio emergencial nesses valores para trabalhadores informais e microempreendedores individuais. Embora a medida já tenha sido aprovada também pelo Senado e sancionada ontem pelo presidente Jair Bolsonaro, o governo ainda não definiu ao certo como serão feitos os pagamentos e não houve nenhum chamamento para cadastro.

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De olho no link
O conto do cadastro é repassado por meio de mensagens de WhatsApp com os seguintes links, já descobertos:

auxilio-corona.info
auxiliocorona.com
auxiliocidadao.com
auxiliocidadao.archivezap.live/
bit.ly/AuxilioCidadao

Polícia age contra golpes e fakes
A Polícia Civil está engajada no combate às fake news e aos golpes em todo o Rio Grande do Sul. Pelas redes sociais, o órgão tem orientado as pessoas a tomarem cuidado e certificarem-se do conteúdo que estão consumindo, verificando a fonte e a credibilidade do site.

O enunciado ressalta que “fake news são boatos e mentiras que copiam o formato de notícias. Cuidado com o sensacionalismo e com as expressões ‘urgente’, ‘atenção’, ‘compartilhe antes que apaguem’ e ‘não deixem de repassar’”. Trata-se de termos raramente usados pela imprensa.

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Falsos agentes
Este golpe começou em São Paulo e logo se disseminou para todo o país. Criminosos entram em contato com as pessoas se passando por agentes de saúde, inclusive usando nomes de hospitais bem conhecidos no país. Eles alegam que precisam ir até as residências para realizar testes de coronavírus. Ao entrar nas casas, os bandidos anunciam o assalto.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, ressaltou que não há campanhas deste tipo sendo realizadas. A Polícia Civil, a partir de crescentes registros dos casos no Brasil, criou uma campanha que visa combater ações como esta. A polícia pede atenção às pessoas e orienta que não permitam o acesso de estranhos nas residências.

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Nos últimos dias, foi registrado no Rio Grande do Sul um golpe semelhante. Contudo, ao invés de se passarem por agentes de saúde, os criminosos estariam indo até as residências alegando prestar serviço para uma fornecedora de energia. Ao entrarem nas casas, anunciavam o assalto.

Aplicativo malicioso
Golpes cibernéticos ligados ao coronavírus vêm ocorrendo desde o início do ano, mas com a propagação da doença houve aumento dessas fraudes. Os programas maliciosos se aproveitam da busca por informações referentes à Covid-19 usando mapas, aplicativos e e-mails para disseminar vírus ladrões de senhas. Um dos golpes é realizado por meio de um aplicativo de Android que oferece informações e estatísticas em tempo real sobre a disseminação do coronavírus. Chamado de “Covid-19 Tracker”, o app foi detectado pela equipe de segurança da Domain Tools em um site fora da Play Store, a loja oficial do Google.

Segundo especialistas, a plataforma é um vírus de resgate, que bloqueia o uso do smartphone e exige o pagamento de US$ 100,00 (cerca de R$ 500,00) em Bitcoin para liberar a utilização do aparelho. Celulares com o Android 7 e mais novos ficam imunes aos efeitos do bloqueio do vírus digital, desde que uma senha de tela esteja configurada.

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Para quem caiu no golpe e não tem um aparelho com Android 7 ou mais recente, alguns sites, como o Domain Tools, fornecem um passo a passo para decifrar os códigos do vírus e possibilitam o desbloqueio gratuito.

Saiba como evitar golpes
– Não clique em links de mensagens que ofereçam brindes, prêmios ou benefícios.
– Desconfie de informações sensacionalistas ou ofertas muito vantajosas e busque fontes confiáveis.
– No caso de mensagens que tratam de assuntos governamentais, como benefícios sociais e questões de saúde pública, busque a informação em sites oficiais, como do Ministério da Economia e do Ministério da Saúde.
– Não compartilhe mensagens sem antes verificar se a informação é verídica e se os links são seguros.
– Utilize soluções de segurança no celular que oferecem a função de detecção automática de “phishing” (roubo de dados) em aplicativos de mensagem e redes sociais.

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