A manhã desta quarta-feira, 5, foi de aprendizado e integração no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Beatriz Frantz Jungblut. O local recebeu a oficina “Entre Linhas – Arte, Sustentabilidade e Convivência”, que resgata uma arte ancestral que trabalha o entrelaçamento de fios por meio de teares.
O início do projeto, realizado por meio do setor de projetos sociais da Secretaria de Desenvolvimento Social e Inclusão, foi acompanhado pela primeira-dama e secretária municipal da pasta, Fátima Alves da Silva, e pela coordenadora do CRAS Beatriz, Emília Rasquinha, e a coordenadora do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos Grupo Renovação, Ana Lúcia de Oliveira, além dos artesãos e ministrantes Ivani Friedrich, Clair Lawall e Andriano Alves.
Os encontros, com até dez participantes, acontecerão em mais três datas, nos dias 12, 19 e 26, das 8h45min às 11h45min. E já estão programadas atividades também para o CRAS Integrar, do Bairro Bom Jesus, que receberá as oficinas nos dias 08, 15, 22 e 29 de setembro, das 8h45min às 11h45. Serão oferecidas duas oficinas de tear, além da prática de costura conduzida pela artesã Clair Lawall.
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O projeto é voltado prioritariamente a idosos ou pessoas em situação de vulnerabilidade social de Santa Cruz do Sul. Os participantes foram selecionados em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Inclusão (SEDESI) e os CRAS, priorizando bairros periféricos e regiões com menor acesso a atividades culturais e formativas. A iniciativa busca atender tanto grupos organizados, quanto indivíduos indicados pelos serviços de assistência social. Além das oficinas de tear, também ocorrerão as de costura, que acontecem nos dias 27 de agosto e 10 de setembro, em Cerro Alegre Alto, por meio do CRAS Central.
“A atividade na prática do tear estimula a coordenação motora fina, a concentração, a memória, a atenção e o raciocínio, contribuindo para a manutenção das funções cognitivas e motoras”, destaca Luciana Back, coordenadora de programas sociais na secretaria.
Benefícios
Diversos benefícios são adquiridos por meio da prática ao tear. Momentos de convivência, troca de experiências e construção de novas amizades, reduzindo o isolamento social e fortalecendo a rede de apoio entre os participantes. Ao compartilhar conhecimentos, histórias de vida e técnicas artesanais, os idosos preservam saberes culturais e mantêm-se ativos na comunidade.
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Outro aspecto relevante é o potencial de geração de renda. As peças produzidas podem ser comercializadas em feiras, exposições e eventos locais, possibilitando uma complementação financeira e incentivando o empreendedorismo na terceira idade, sempre respeitando o interesse e as possibilidades de cada participante.
Participação
A alegria das participantes se espalhava pela sala junto ao movimentos nos teares. Maria do Carmo prestava atenção a cada detalhe. “Está sendo muito importante para mim, em casa em só pensava em dormir e não tinha ânimo. Aqui tem várias amigas e uma atividade que nos incentiva e não via a hora de começar o curso”. Para a participante Lídia de Mello Rodrigues, que já pratica em casa o tricô, se torna uma lição de vida. “É uma atividade diferente e faço com muito alegria. Podemos conversar e aprender a trabalhar no tear”, revelou.
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