Santa Cruz do Sul demonstrou mais uma vez seu talento na telona do Palácio dos Festivais, durante o 54º Festival de Cinema de Gramado. O curta-metragem Claudete, escrito e dirigido pela cineasta local Gabriela Kopp, foi exibido sábado, 15, na Mostra Competitiva – Prêmio Assembleia Legislativa, que reuniu produções gaúchas concorrentes em 12 categorias. Na premiação realizada nesse domingo, 16, à noite, a obra ficou com o prêmio de melhor montagem.
Filmado em Santa Cruz do Sul, Vera Cruz, Rio Pardo e Laguna (SC), o documentário traz um olhar poético sobre morte, luto e celebração da vida, inspirado na experiência pessoal da diretora com a perda da mãe, que se chamava Claudete.
Antes da sessão, Gabriela destacou o significado de representar a cidade em um dos principais festivais de cinema do País. Ao agradecer à equipe, espalhada pelo interior do Estado, ressaltou os desafios de produzir longe das grandes capitais.
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“É um privilégio estar aqui. Fazemos cinema e resistimos no interior do Rio Grande do Sul. Trabalhar essa arte longe das grandes capitais não é fácil, mas é uma luta diária.” Ela destacou ainda a oportunidade de trocar experiências com outros realizadores e apresentar Santa Cruz a profissionais interessados em produzir cinema no interior.

Gabriela: reconhecimento ao trabalho | Foto: Julian Kober
“Triste, mas necessário”, afirma diretora
No palco do Palácio dos Festivais, Gabriela reconheceu que o curta não é uma produção tradicionalmente leve, mas defendeu a importância de abordar o luto e a morte. “Claudete é um filme triste. Às vezes a gente quer ir ao cinema para ver alguma coisa divertida ou feliz. Mas ele é um filme necessário. Além de falar sobre o luto e sobre a morte, também é uma celebração de vida”, afirmou.
A diretora também imaginou como a mãe reagiria ao ver as fotografias da família projetadas na tela. Para Gabriela, Claudete poderia ficar tímida diante da exposição, mas estaria feliz. “Acho que ela ficaria tímida por todo mundo estar vendo as fotos dela e da nossa família. Mas ela estaria bem feliz”, contou.
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Para Gabriela, transformar a própria história em filme foi também uma maneira de compartilhar memórias e sentimentos. Essa experiência ganhou uma dimensão ainda maior ao ser apresentada diante do público em Gramado, evidenciando a trajetória pessoal da diretora e a força do audiovisual produzido em Santa Cruz.
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