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DIA DO COLONO E MOTORISTA

Das lavouras para as estradas, Elui Oliveira nutre o orgulho pela nova profissão

Foto: Rodrigo Assmann

Para Elui, que tem muito orgulho da sua profissão, trabalhar em terraplanagem exige técnica, precisão e reponsabilidade

Há 18 anos, junto com a esposa e o filho, Elui Antunes de Oliveira, 57 anos, chegava a Santa Cruz do Sul em busca de novas oportunidades. Natural de Lagoão, ele trabalhava na agricultura, mas alimentava o sonho de ter uma nova profissão em um centro maior e, consequentemente, melhorar de vida. Com o apoio de um cunhado, morador de Santa Cruz, o sonho virou realidade.

Por aqui, o primeiro passo foi fazer a carteira de habilitação. De posse dela, a oportunidade de um novo emprego: motorista de caminhão fazendo entrega de material de construção, função na qual permaneceu por sete anos. Segundo ele, foi um período que lhe deu a experiência que precisava para tentar novas oportunidades. “Senti confiança para mandar currículos para empresas maiores, mais conhecidas e que, de certa forma, se destacavam na cidade. Uma delas era a Casa Nova. Fui chamado, aceito e sigo nela até hoje, 11 anos depois”, conta.

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Trabalhando com terraplanagem, ele lembra que o começo foi de aprendizado e que o que parecia difícil, aos poucos foi se tornando mais fácil. “Eu não tinha experiência nessa área específica, mas com o apoio e os ensinamentos dos colegas fui me aprimorando”, garante o motorista de caminhão basculante.

Para Elui, ser motorista de caminhão e atuar no setor de terraplanagem é motivo de orgulho, é a certeza de estar na base de toda grande conquista. Ele, que atualmente trabalha nas obras de duplicação da RSC 287, diz que trabalhar com terraplanagem é uma profissão que exige fibra, que não tem tempo ruim para sol ou chuva, e que transforma paisagens brutas em locais prontos para o futuro da sociedade. “Antes de qualquer prédio erguer suas paredes, de qualquer rodovia receber o asfalto ou de uma grande indústria se instalar, são profissionais como eu que estão ali, lidando com a poeira, o barro e o peso das toneladas. Para mim, é como moldar a terra e dar o primeiro passo do progresso”, avalia.

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